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RD Congo vira sobre Uzbequistão no fim, faz história e será rival da Inglaterra

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A República Democrática do Congo viveu uma noite histórica na Copa do Mundo de 2026. Neste sábado, a seleção africana venceu o Uzbequistão por 3 a 1, de virada, em Atlanta, conquistou sua primeira vitória em Mundiais e garantiu vaga inédita na fase eliminatória.

O resultado colocou os congoleses no mata-mata como uma das melhores terceiras colocadas da competição. A classificação veio de forma dramática, com reação no segundo tempo e gols decisivos na reta final.

O feito tem peso enorme para o país. A RD Congo não disputava uma Copa desde 1974, quando ainda competia como Zaire, e voltou ao torneio carregando o desejo de apagar uma lembrança dolorosa de sua única participação anterior.

Desta vez, a história foi diferente. Depois de empatar com Portugal, perder para a Colômbia e chegar à rodada final precisando vencer, a equipe de Sébastien Desabre mostrou personalidade para buscar o resultado mais importante de sua trajetória em Copas.

O início, porém, foi complicado. O Uzbequistão saiu na frente logo aos 10 minutos, com Eldor Shomurodov. O atacante aproveitou boa jogada ofensiva e colocou a seleção asiática em vantagem, aumentando a pressão sobre os congoleses.

O gol mudou o clima da partida. A RD Congo, que precisava da vitória para seguir viva, passou a correr contra o tempo e contra a ansiedade. O Uzbequistão, estreante em Copas, tentava defender a vantagem e buscar seus primeiros pontos no torneio.

O primeiro tempo foi de tensão. Os congoleses tiveram mais posse em alguns momentos, mas encontraram dificuldade para transformar presença ofensiva em chances claras. Do outro lado, os uzbeques tentavam acelerar nos contra-ataques.

A vantagem do Uzbequistão no intervalo deixava a RD Congo em situação delicada. A seleção africana precisava reagir rapidamente, ou veria escapar a chance de transformar seu retorno ao Mundial em uma campanha histórica.

Na etapa final, Desabre apostou em uma postura mais agressiva. A equipe subiu as linhas, passou a atacar com mais gente e aumentou a pressão sobre a defesa adversária.

A reação começou em cobrança de pênalti. Yoane Wissa chamou a responsabilidade, bateu com segurança e empatou a partida, recolocando a RD Congo no jogo e reacendendo a esperança da classificação.

O gol mudou completamente o ritmo do confronto. A seleção congolesa ganhou confiança, passou a pressionar mais e fez o Uzbequistão recuar cada vez mais perto da própria área.

O empate, no entanto, ainda não bastava. Para avançar sem depender de um milagre, a RD Congo precisava da virada. A equipe seguiu insistindo, empurrada por uma mistura de urgência, emoção e confiança.

A virada veio com Fiston Mayele. O atacante saiu do banco e apareceu em momento decisivo para marcar o segundo gol congolês, levando jogadores e torcedores ao delírio em Atlanta.

O gol de Mayele foi o lance que mudou o destino da seleção. A partir daquele momento, a RD Congo passou a estar dentro da zona de classificação entre os melhores terceiros colocados.

O Uzbequistão tentou reagir, mas sentiu o golpe. A equipe asiática, que havia começado bem e sonhava em encerrar sua primeira Copa com vitória, perdeu força física e emocional na reta final.

Nos acréscimos, Wissa voltou a aparecer. O atacante marcou seu segundo gol na partida e fechou a vitória por 3 a 1, transformando uma noite de tensão em celebração histórica.

A atuação de Wissa foi decisiva. Além de empatar em cobrança de pênalti, ele fez o gol que confirmou a virada com mais segurança e se tornou o grande nome da classificação congolesa.

O apito final provocou cenas de emoção. Jogadores da RD Congo desabaram no gramado, comemoraram com a comissão técnica e celebraram uma conquista que vai muito além do placar.

A classificação marcou a primeira vez que a RD Congo alcança o mata-mata da Copa do Mundo. Também representou a primeira vitória do país na história do torneio, encerrando uma espera de mais de cinco décadas.

Para o Uzbequistão, a derrota confirmou uma campanha difícil em sua estreia no Mundial. A seleção terminou a fase de grupos sem pontuar, apesar de ter mostrado competitividade em alguns momentos.

O resultado também definiu o próximo desafio congolês. A RD Congo enfrentará a Inglaterra na fase de 32 avos de final, novamente em Atlanta, em um confronto de enorme peso simbólico.

A Inglaterra chega como favorita, mas os congoleses encaram o duelo com a leveza de quem já superou as expectativas. Depois de escrever uma página inédita, a equipe africana terá a chance de tentar outro feito histórico.

A campanha também reforça o trabalho de Sébastien Desabre. O treinador construiu uma equipe competitiva, organizada e capaz de reagir mesmo em cenários adversos.

No fim, a RD Congo fez história com uma virada inesquecível. Saiu atrás, reagiu no segundo tempo, venceu por 3 a 1 e transformou uma partida de sobrevivência em um dos momentos mais marcantes da Copa do Mundo de 2026.

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