A Suíça confirmou sua força na Copa do Mundo de 2026 e avançou com segurança para as oitavas de final. Nesta quinta-feira, a seleção suíça venceu a Argélia por 2 a 0, pelos 16 avos de final, e seguiu viva no torneio.
A classificação veio com uma atuação madura, eficiente e praticamente sem sustos. A equipe de Murat Yakin abriu o placar cedo, controlou os momentos de pressão argelina e matou o jogo logo no início do segundo tempo.
Os gols foram marcados por Breel Embolo e Dan Ndoye. O primeiro saiu aos 10 minutos, depois de boa jogada de Johan Manzambi. O segundo veio logo após o intervalo, em um golpe que deixou a Argélia em situação muito difícil.
A vitória teve peso histórico para os suíços. Foi o primeiro triunfo da seleção em um jogo de mata-mata de Copa do Mundo desde 1938, encerrando uma espera de 88 anos.
A Suíça começou a partida com postura inteligente. Mesmo sem se lançar de forma descontrolada ao ataque, soube ocupar espaços, pressionar nos momentos certos e explorar os erros da Argélia.
O gol cedo mudou o cenário do confronto. Manzambi arrancou pelo lado e colocou a bola na área para Embolo completar, dando vantagem à equipe suíça logo no início.
O lance mostrou uma das grandes virtudes da Suíça na partida: objetividade. A equipe não precisou de muitas oportunidades para transformar suas chegadas em vantagem no placar.
A Argélia tentou reagir com posse de bola. A seleção africana buscou trocar passes, adiantar suas linhas e encontrar espaço entre os setores suíços, mas teve dificuldade para criar chances claras.
A defesa suíça se manteve bem posicionada. Com Manuel Akanji, Nico Elvedi e Ricardo Rodríguez protegendo a área, a equipe reduziu os espaços e controlou boa parte das investidas argelinas.
No meio-campo, Granit Xhaka teve papel importante. O capitão suíço ajudou a organizar a saída de bola, controlar o ritmo e dar segurança para a equipe em momentos de pressão.
A Argélia teve mais iniciativa em alguns períodos, mas esbarrou na falta de precisão. Quando conseguiu se aproximar da área, faltou o último passe ou a finalização mais limpa.
Riyad Mahrez tentou chamar a responsabilidade. O capitão argelino buscou jogadas pelo lado e tentou acelerar o ataque, mas encontrou uma marcação muito atenta.
A melhor chance argelina no primeiro tempo veio já perto do intervalo. Ainda assim, a seleção africana não conseguiu aproveitar e foi para o descanso em desvantagem.
Na volta para o segundo tempo, a Suíça foi fatal. Com menos de um minuto, Dan Ndoye recebeu na entrada da área e finalizou com qualidade para fazer 2 a 0.
O segundo gol foi um golpe duro para a Argélia. A equipe, que ainda tentava se reorganizar para buscar o empate, passou a precisar de uma reação muito mais improvável.
A partir daí, a Suíça administrou a partida com maturidade. Sem abrir mão de atacar quando tinha espaço, a equipe passou a controlar melhor o relógio e evitar riscos desnecessários.
A Argélia tentou aumentar a pressão, mas encontrou uma seleção suíça compacta e disciplinada. O time de Murat Yakin fechou linhas, protegeu a entrada da área e não permitiu que o adversário crescesse emocionalmente.
Johan Manzambi foi um dos grandes destaques da classificação. Jovem, participativo e decisivo, ele voltou a mostrar personalidade em sua primeira Copa do Mundo.
Além da assistência no primeiro gol, Manzambi deu energia ao meio-campo e ajudou a Suíça a equilibrar intensidade e organização. Sua atuação reforçou o peso da renovação no bom momento da equipe.
Embolo também teve noite importante. Ao abrir o placar, o atacante deu tranquilidade ao time e confirmou sua capacidade de aparecer em jogos decisivos.
Dan Ndoye completou a vitória com um gol em momento crucial. Ao marcar logo no início da etapa final, tirou grande parte da esperança argelina e deixou a Suíça com o jogo nas mãos.
Para a Argélia, a eliminação encerra uma campanha de superação. A seleção voltou à Copa após 12 anos, passou da fase de grupos e chegou ao mata-mata, mas acabou punida por erros em momentos decisivos.
O técnico Vladimir Petkovic reencontrou a seleção que comandou por anos, mas não conseguiu superar o sistema suíço. Sua equipe até tentou propor em alguns momentos, porém sofreu com a eficiência adversária.
A despedida também teve tom simbólico para Mahrez. O capitão argelino indicou que esta foi sua última partida pela seleção, encerrando uma trajetória importante no futebol do país.
A Suíça, por outro lado, sai fortalecida. Além de seguir invicta no Mundial, mostrou que tem repertório para competir em jogos eliminatórios e controlar diferentes cenários dentro da partida.
Agora, a seleção suíça aguarda o vencedor de Colômbia x Gana para conhecer sua adversária nas oitavas de final. O confronto será novamente em Vancouver, onde a equipe tenta dar mais um passo histórico.
A classificação aumenta a confiança de um elenco que mistura experiência e juventude. Com Xhaka liderando, Manzambi crescendo e Embolo decisivo, a Suíça chega à próxima fase com argumentos sólidos.
No fim, a vitória por 2 a 0 refletiu bem a superioridade suíça. A equipe foi eficiente, organizada, defensivamente segura e soube transformar os erros da Argélia em uma classificação histórica.
- 16 avos de final
- Argélia
- Argélia eliminada
- atualidades
- Breel Embolo
- Colômbia
- Colômbia x Gana
- Copa do Mundo
- Copa do Mundo 2026
- Dan Ndoye
- Embolo
- esporte
- futebol
- futebol africano
- futebol europeu
- Gana
- Granit Xhaka
- jejum de 88 anos
- Johan Manzambi
- Mahrez
- Manuel Akanji
- Manzambi
- mata-mata da Copa
- Mundial 2026
- Murat Yakin
- Ndoye
- Nico Elvedi
- notícias esportivas
- oitavas de final
- Ricardo Rodríguez
- Riyad Mahrez
- seleção argelina
- seleção suíça
- Suíça
- Suíça nas oitavas
- Suíça vence Argélia
- Suíça x Argélia
- Vladimir Petkovic
- Xhaka
Escreva um comentário