O Egito fez história na Copa do Mundo de 2026. Nesta sexta-feira, a seleção egípcia empatou por 1 a 1 com a Austrália, em Dallas, pelos 16 avos de final, venceu por 4 a 2 nos pênaltis e avançou às oitavas.
A classificação foi a primeira vitória do Egito em uma partida de mata-mata de Copa do Mundo. Depois de campanhas discretas em edições anteriores, a seleção africana conseguiu dar um passo histórico no torneio.
O jogo teve tensão, equilíbrio e drama até o fim. O Egito saiu na frente ainda no primeiro tempo, sofreu o empate na etapa final e precisou mostrar frieza nas cobranças para eliminar os australianos.
Mohamed Salah voltou a ser personagem central. Recuperado de lesão muscular, o capitão egípcio começou como titular, participou de momentos importantes da partida e converteu sua cobrança na disputa por pênaltis.
O Egito começou melhor. Com Salah em campo e Omar Marmoush como opção de velocidade, a equipe buscou atacar desde os primeiros minutos e pressionar a defesa australiana.
Aos 13 minutos, a pressão deu resultado. Emam Ashour apareceu bem na área e marcou de cabeça, colocando o Egito em vantagem e aumentando a confiança da equipe.
O gol cedo mudou o cenário do confronto. A Austrália, que pretendia controlar melhor o ritmo, precisou sair mais para o jogo e passou a encontrar uma defesa egípcia bem organizada.
A seleção australiana tentou reagir com bolas longas e presença física. Harry Souttar e os jogadores de lado foram acionados com frequência, mas o Egito conseguiu se proteger durante boa parte do primeiro tempo.
Salah, mesmo sem estar em plena condição física, atraía marcação. Sua presença abria espaços e obrigava a Austrália a manter atenção constante no lado direito do ataque egípcio.
O Egito teve chance de ampliar. A equipe encontrou situações de contra-ataque, mas não conseguiu transformar os espaços em um segundo gol que poderia ter deixado a classificação mais perto.
A Austrália voltou mais agressiva no segundo tempo. A equipe adiantou as linhas, passou a disputar melhor a segunda bola e começou a pressionar com mais frequência.
O empate veio em um lance infeliz para o Egito. Mohamed Hany mandou contra o próprio gol e recolocou a Austrália no jogo, mudando completamente o clima da partida.
Depois do 1 a 1, o duelo ficou mais nervoso. A Austrália cresceu emocionalmente, enquanto o Egito precisou reencontrar equilíbrio para não perder o controle.
A equipe africana tentou responder com Salah e Marmoush, mas a defesa australiana conseguiu bloquear boa parte das investidas. O jogo passou a ter menos clareza e mais disputa física.
Nos minutos finais do tempo normal, as duas seleções buscaram evitar a prorrogação, mas sem precisão suficiente para decidir. O empate levou a partida para o tempo extra.
Na prorrogação, o cansaço ficou evidente. O Egito tentou manter a bola e escolher melhor os momentos de atacar, enquanto a Austrália apostou em cruzamentos e jogadas de força.
As duas equipes tiveram oportunidades, mas os goleiros e as defesas conseguiram evitar o gol. O confronto, cada vez mais tenso, caminhou para os pênaltis.
Antes da decisão, o peso emocional era enorme. Para o Egito, havia a chance de alcançar uma classificação inédita. Para a Austrália, a possibilidade de seguir viva depois de reagir no segundo tempo.
Nas penalidades, o Egito foi perfeito. A seleção converteu todas as suas cobranças e mostrou uma calma impressionante em um momento de máxima pressão.
Salah cobrou com personalidade. Depois de frustrações anteriores em decisões importantes, o camisa 10 confirmou sua cobrança e ajudou a abrir caminho para a classificação.
A Austrália não teve a mesma precisão. Harry Souttar e Lucas Herrington desperdiçaram suas cobranças, deixando a equipe em situação muito difícil na disputa.
O pênalti decisivo foi de Hossam Abdelmaguid. O defensor bateu com segurança, fez 4 a 2 para o Egito e iniciou a festa de uma classificação histórica.
A comemoração egípcia mostrou o tamanho do feito. Jogadores, comissão técnica e torcedores celebraram uma vitória que muda o patamar da seleção dentro do Mundial.
O técnico Hossam Hassan também teve papel importante. Ex-artilheiro histórico da seleção, ele comandou uma equipe concentrada, competitiva e emocionalmente forte em uma noite de enorme pressão.
Para a Austrália, a eliminação foi dolorosa. A equipe conseguiu buscar o empate, levou o jogo até os pênaltis, mas falhou justamente no momento decisivo.
O técnico Tony Popovic deixou o torneio com frustração, mas também com motivos para reconhecer a entrega australiana. A equipe competiu, resistiu e esteve perto de seguir adiante.
O Egito, por sua vez, entra em território novo. A seleção já havia feito história ao avançar no torneio, mas a vitória em mata-mata amplia ainda mais o significado da campanha.
A classificação também reforça o peso do futebol africano nesta Copa. O Egito, país mais vencedor da Copa Africana de Nações, agora consegue transformar sua tradição continental em uma campanha marcante no Mundial.
O próximo desafio será contra a Argentina, que venceu Cabo Verde em outro confronto dos 16 avos de final. A missão será ainda mais difícil, mas o Egito chega embalado por uma noite histórica.
O duelo contra os argentinos colocará Salah diante de uma das seleções mais fortes do torneio. Para o Egito, será a chance de provar que a vitória sobre a Austrália não foi apenas resistência, mas também sinal de evolução.
No fim, o Egito sofreu, resistiu e foi impecável nos pênaltis. Com Salah em campo, Abdelmaguid decisivo e uma equipe emocionalmente firme, eliminou a Austrália e avançou às oitavas da Copa do Mundo.
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