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Japão empata com a Suécia e entra no caminho do Brasil no mata-mata da Copa

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O Japão confirmou presença no mata-mata da Copa do Mundo de 2026 e será o adversário do Brasil na segunda fase. Nesta quinta-feira, a seleção japonesa empatou por 1 a 1 com a Suécia, em Dallas, terminou em segundo lugar no Grupo F e fechou sua participação na chave sem derrota.

O resultado também classificou a Suécia. A seleção europeia, que precisava ao menos pontuar para seguir viva, arrancou o empate no segundo tempo e avançou como uma das melhores terceiras colocadas do Mundial.

A partida tinha peso direto na definição do caminho brasileiro. Como o Brasil terminou em primeiro no Grupo C, a Seleção enfrentaria o segundo colocado do Grupo F. Com o empate, esse posto ficou com o Japão.

A Holanda, que venceu a Tunísia no outro jogo da chave, terminou na liderança do grupo. Com isso, escapou de um possível duelo com o Brasil neste primeiro momento do mata-mata e ficou com Marrocos como adversário.

Japão e Suécia fizeram um primeiro tempo de poucas emoções. As duas equipes sabiam que o empate poderia servir aos seus interesses, mas a partida não começou em ritmo de acomodação. Ainda assim, faltou criatividade para transformar posse de bola em chances claras.

A Suécia entrou pressionada pela necessidade de pontuar. Depois de uma campanha irregular, com vitória sobre a Tunísia e dura derrota para a Holanda, a equipe europeia precisava de uma resposta para não se despedir da Copa ainda na fase de grupos.

O Japão, por outro lado, jogava com mais tranquilidade. A seleção asiática vinha de boa campanha, com empate contra a Holanda e goleada sobre a Tunísia, e sabia que um empate seria suficiente para garantir a segunda colocação.

Mesmo com esse cenário favorável, os japoneses não abriram mão de atacar. A equipe tentou acelerar pelos lados, trabalhou a bola com paciência e buscou espaços na defesa sueca, principalmente quando conseguia aproximar seus homens de frente.

A primeira etapa, porém, terminou sem gols. A Suécia teve dificuldades para criar, enquanto o Japão mostrou organização, mas também encontrou problemas para finalizar com perigo.

No segundo tempo, o jogo ganhou outra intensidade. O Japão voltou melhor, aumentou a pressão e abriu o placar com Daizen Maeda. O atacante recebeu boa assistência de Ayase Ueda e tocou na saída do goleiro para fazer 1 a 0.

O gol parecia encaminhar a vitória japonesa e consolidar uma campanha ainda mais forte na primeira fase. A seleção asiática passou a controlar melhor o ritmo e obrigou a Suécia a se lançar ao ataque.

A resposta sueca veio pouco depois. Anthony Elanga recebeu com espaço, ajeitou e acertou uma bela finalização de canhota para empatar a partida. O gol recolocou a Suécia na briga e mudou novamente o clima do confronto.

A partir do 1 a 1, a tensão aumentou. O Japão tentou retomar a vantagem, enquanto a Suécia passou a enxergar o empate como resultado suficiente para continuar no torneio.

Os minutos finais tiveram momentos de pressão dos dois lados. A Suécia assustou com jogadas de força e velocidade, enquanto o Japão buscou o segundo gol com trocas rápidas de passe e movimentação no ataque.

Zion Suzuki apareceu em lances importantes para segurar o empate japonês. O goleiro transmitiu segurança e ajudou a impedir que a Suécia conseguisse a virada.

Do outro lado, a seleção japonesa também teve chances para vencer, mas não conseguiu transformar sua superioridade técnica em novo gol. A falta de precisão no último toque impediu que o Japão saísse de campo com os três pontos.

No fim, o empate acabou sendo suficiente para as duas seleções. O Japão fechou o Grupo F em segundo lugar, com cinco pontos, enquanto a Suécia chegou a quatro e garantiu classificação entre os melhores terceiros colocados.

A definição também movimentou o chaveamento da Copa. O Brasil passou a ter o Japão como adversário na segunda fase, em um confronto que promete estilos bem diferentes: de um lado, a tradição e o talento brasileiro; do outro, a disciplina e a velocidade japonesa.

Para a Suécia, o empate teve sabor de alívio. Depois de oscilar bastante na primeira fase, a equipe conseguiu sobreviver e seguirá viva no mata-mata, ainda que com a necessidade de melhorar seu desempenho.

Para o Japão, a classificação confirma a evolução da seleção em Copas recentes. A equipe chega ao mata-mata invicta, competitiva e com confiança para desafiar uma das maiores potências do futebol mundial.

O empate em Dallas, portanto, teve peso duplo. Manteve japoneses e suecos na Copa, definiu o caminho do Brasil e encerrou o Grupo F com uma combinação que mudou diretamente os cruzamentos da fase eliminatória.

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