Os Estados Unidos fecharam a fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 com um tropeço diante de sua torcida. Nesta quinta-feira, a seleção norte-americana perdeu para a Turquia por 3 a 2, em Los Angeles, em um jogo movimentado e decidido apenas nos acréscimos.
O resultado não mudou a posição dos donos da casa na tabela. A equipe comandada por Mauricio Pochettino já estava classificada e terminou o Grupo D na liderança, mas a derrota serviu como alerta antes do início da fase eliminatória.
Com a primeira colocação garantida, os Estados Unidos entraram em campo com mudanças importantes na escalação. Pochettino poupou titulares e deu minutos a jogadores menos utilizados, pensando no duelo contra a Bósnia e Herzegovina no mata-mata.
Mesmo com uma formação alternativa, os norte-americanos começaram bem. Logo nos primeiros minutos, Auston Trusty aproveitou jogada de bola parada e abriu o placar, dando a impressão de que a noite poderia ser tranquila para os anfitriões.
A Turquia, porém, não demorou a reagir. Já eliminada da Copa, a seleção turca jogava sem a mesma pressão, mas com o objetivo de se despedir do torneio com uma vitória. A resposta veio com Arda Güler, que empatou a partida ainda no primeiro tempo.
O gol mudou o ritmo do confronto. Os turcos ganharam confiança, passaram a ocupar melhor o campo ofensivo e aproveitaram falhas defensivas dos Estados Unidos para transformar o jogo em um duelo aberto.
A virada veio ainda antes do intervalo. Orkun Kökçü apareceu bem em jogada de ataque e marcou o segundo gol da Turquia, punindo uma defesa norte-americana que teve dificuldades para se ajustar ao longo da etapa inicial.
Os Estados Unidos sentiram o golpe, mas não desmoronaram. A equipe tentou manter a posse, buscou aproximações pelo meio e mostrou que, mesmo com reservas, tinha capacidade para competir em alto nível.
No segundo tempo, a reação veio cedo. Sebastian Berhalter aproveitou sobra na entrada da área e finalizou com precisão para empatar o jogo em 2 a 2, recolocando os norte-americanos na partida.
O empate deu novo ânimo aos donos da casa. A seleção passou a pressionar mais, tentou acelerar pelos lados e chegou a criar oportunidades para virar, mas faltou eficiência nas finalizações.
A Turquia, por outro lado, seguiu perigosa. Arda Güler continuou sendo o jogador mais criativo da equipe, encontrando espaços entre as linhas e puxando os principais lances ofensivos.
Com o passar dos minutos, o jogo ficou cada vez mais aberto. Os Estados Unidos buscavam a vitória para encerrar a fase de grupos invictos, enquanto a Turquia tentava deixar a Copa com uma atuação marcante.
Pochettino observava mais do que apenas o placar. Para o treinador, a partida também servia como teste para a profundidade do elenco e para jogadores que poderiam ser úteis durante o mata-mata.
Ainda assim, a reta final trouxe preocupação. Os Estados Unidos mostraram vulnerabilidade defensiva em momentos decisivos e deram espaços que podem custar caro contra adversários mais fortes na fase eliminatória.
A punição veio no último lance. Aos 53 minutos do segundo tempo, Kaan Ayhan apareceu para completar jogada turca e marcar o gol da vitória, decretando o 3 a 2 para a Turquia.
O gol nos acréscimos tirou a invencibilidade dos Estados Unidos na Copa e provocou uma reação de frustração no estádio. A seleção tinha conseguido buscar o empate, mas não sustentou o resultado até o apito final.
Para a Turquia, a vitória teve sabor de despedida digna. Eliminada antes da rodada final, a equipe encerrou sua participação com três pontos, bom poder de reação e uma atuação que deixou uma impressão mais positiva.
Para os Estados Unidos, a derrota precisa ser lida em contexto. A seleção venceu Paraguai e Austrália nas duas primeiras rodadas, garantiu a liderança do grupo e pôde administrar o elenco no último compromisso da chave.
Pochettino, inclusive, minimizou o tropeço depois da partida. O treinador destacou que o principal objetivo era terminar em primeiro lugar no grupo, algo que a equipe conseguiu antes de iniciar a fase decisiva.
Mesmo assim, o jogo contra a Turquia deixa lições. A seleção norte-americana mostrou capacidade de reação, mas também falhas defensivas e dificuldade para controlar a partida em momentos de pressão.
Agora, o foco muda completamente. Os Estados Unidos terão pela frente a Bósnia e Herzegovina no mata-mata, em um duelo no qual não haverá margem para erros.
A derrota para a Turquia não compromete a campanha, mas aumenta a cobrança. Como anfitriões, líderes de grupo e uma das seleções mais observadas do torneio, os norte-americanos chegam à fase eliminatória com expectativa alta.
No fim, a noite em Los Angeles teve gosto contraditório para os Estados Unidos. A classificação e a liderança já estavam asseguradas, mas o gol sofrido no último minuto reforçou que, no mata-mata, qualquer descuido pode encerrar uma Copa.
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