A Inglaterra escapou de uma eliminação que poderia entrar para a história da Copa do Mundo de 2026. Nesta quarta-feira, a seleção inglesa venceu a RD Congo por 2 a 1, de virada, em Atlanta, pelos 16 avos de final, e avançou às oitavas.
A classificação, porém, veio com muito sofrimento. A equipe de Thomas Tuchel saiu atrás logo no início, teve dificuldades para furar a defesa congolesa e só conseguiu a virada nos minutos finais.
O grande nome da partida foi Harry Kane. O capitão inglês marcou duas vezes no segundo tempo, salvou a Inglaterra de um vexame e ainda alcançou uma marca histórica em Copas do Mundo.
Com os dois gols, Kane chegou a 13 no torneio e ultrapassou Pelé na lista de maiores artilheiros da história das Copas. O feito reforça o peso do atacante na seleção inglesa e em sua geração.
A RD Congo começou o jogo sem medo. Mesmo enfrentando uma seleção favorita, a equipe africana mostrou coragem, organização e intensidade desde os primeiros minutos.
O prêmio veio logo aos 7 minutos. Brian Cipenga aproveitou falha defensiva inglesa, apareceu em boa condição e finalizou para abrir o placar, colocando enorme pressão sobre a Inglaterra.
O gol mexeu com o ambiente da partida. A Inglaterra, que já carregava cobrança por atuações irregulares, passou a jogar sob tensão. A RD Congo, por outro lado, cresceu em confiança.
Depois de sair atrás, a seleção inglesa tentou assumir o controle da bola. Jude Bellingham buscou participar mais da criação, Declan Rice tentou dar sustentação ao meio-campo, e Kane passou a recuar para organizar jogadas.
Ainda assim, a Inglaterra encontrou muita dificuldade. A RD Congo se fechou bem, protegeu a entrada da área e contou com atuação segura do goleiro Lionel Mpasi.
O goleiro congolês foi um dos grandes personagens do jogo. Com defesas importantes, ele manteve a vantagem africana por boa parte da partida e aumentou a ansiedade inglesa.
A Inglaterra teve volume, mas pouca clareza. O time rondava a área adversária, cruzava bolas e tentava acelerar pelos lados, mas esbarrava em erros de decisão e na marcação congolesa.
A RD Congo, mesmo pressionada, não se limitou a defender. Sempre que conseguia sair, tentava acionar seus jogadores de velocidade e levar perigo em contra-ataques.
O primeiro tempo terminou com a Inglaterra em desvantagem e sob risco real de eliminação. O cenário era preocupante para uma seleção que entrou no torneio com ambição de título.
Na etapa final, Thomas Tuchel precisou mexer no time. A entrada de Anthony Gordon ajudou a dar mais profundidade e velocidade ao ataque inglês.
A mudança aumentou a pressão sobre a RD Congo. A Inglaterra passou a ocupar melhor o campo ofensivo e a criar situações mais claras, embora ainda enfrentasse muita resistência.
O empate saiu aos 30 minutos do segundo tempo. Anthony Gordon cruzou, e Harry Kane apareceu na área para cabecear e deixar tudo igual.
O gol trouxe alívio imediato para os ingleses. Depois de muito insistir, a equipe finalmente conseguiu superar Mpasi e recolocar a partida em aberto.
A RD Congo sentiu o golpe, mas ainda tentou se reorganizar. A seleção africana sabia que poucos minutos a separavam de uma possível prorrogação histórica.
Só que Kane voltou a aparecer. Aos 41 minutos, o atacante recebeu fora da área e acertou um belo chute, virando o jogo para a Inglaterra.
O segundo gol de Kane mudou completamente a história da partida. O que parecia caminhar para um drama ainda maior terminou como mais um capítulo decisivo da carreira do camisa 9.
A virada também confirmou a força individual inglesa. Mesmo sem grande atuação coletiva, a seleção encontrou em seu capitão a resposta que precisava para evitar uma queda precoce.
Para a RD Congo, a eliminação foi dolorosa. A equipe esteve perto de uma façanha, competiu de igual para igual e deixou o torneio com uma atuação de muita personalidade.
A campanha congolesa, ainda assim, ficará marcada de forma positiva. A seleção chegou ao mata-mata, venceu pela primeira vez em Copas durante a competição e mostrou evolução diante de adversários fortes.
A Inglaterra, por outro lado, sai do jogo classificada, mas pressionada. A atuação deixou dúvidas, especialmente pela fragilidade defensiva no início e pela dificuldade de criar com fluidez.
Thomas Tuchel terá trabalho antes das oitavas. A equipe precisará corrigir erros e encontrar mais equilíbrio se quiser seguir viva contra adversários mais fortes.
O próximo desafio será contra o México, no Estádio Azteca. A seleção mexicana chega embalada, jogando em casa e ainda sem sofrer gols no torneio.
O confronto promete atmosfera intensa. A Inglaterra terá pela frente um país-sede confiante, uma torcida numerosa e um ambiente muito diferente do que encontrou em Atlanta.
Para Kane, a noite foi histórica. Além de salvar a Inglaterra, o atacante ultrapassou Pelé em gols de Copa e reforçou seu nome entre os maiores artilheiros do torneio.
No fim, a Inglaterra sobreviveu. Levou susto, esteve perto de um desastre, mas contou com dois gols de Harry Kane para virar sobre a RD Congo e seguir em busca do título mundial.
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