Furto na Unicamp envolve amostras de vírus retiradas de um laboratório de nível 3 de biossegurança, o mais alto atualmente disponível no Brasil para esse tipo de estudo, segundo o g1.
📍 Furto na Unicamp colocou sob investigação o desaparecimento de amostras virais armazenadas em uma área de nível 3 de biossegurança, conhecida como NB-3. Segundo reportagem publicada pelo G1 nesta terça-feira (25), o material saiu do Laboratório de Virologia Animal do Instituto de Biologia da universidade e foi localizado depois pela Polícia Federal em outros espaços dentro da própria instituição, em Campinas.
🧪 De acordo com a matéria, a área NB-3 exige protocolos rigorosos de contenção e, hoje, representa o nível mais alto disponível no Brasil para o estudo de agentes infecciosos em laboratório. O texto cita que esse tipo de estrutura é destinado a agentes com alto risco para o indivíduo e risco moderado para a comunidade. A decisão judicial afirma que o material levado era composto por vírus, ponto que até então estava sob sigilo dos órgãos públicos.
👩🏫 A principal investigada é a professora doutora Soledad Palameta Miller. Ela foi presa em flagrante na segunda-feira (23), mas recebeu liberdade provisória por decisão da Justiça Federal. Segundo a matéria, a docente responderá por expor a perigo a vida e a saúde de outras pessoas, transporte irregular de organismo geneticamente modificado e fraude processual. A defesa sustenta que não há materialidade na acusação e afirma que ela utilizava o laboratório do Instituto de Biologia por não ter estrutura própria.
Furto na Unicamp
🗓️ A cronologia informada pela reportagem mostra que o desaparecimento das amostras foi percebido em 13 de fevereiro de 2026. Em 23 de março, após a investigação, a Polícia Federal localizou o material em laboratórios da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), onde Soledad atuava. No mesmo dia, os espaços foram interditados para o cumprimento de mandados e a pesquisadora acabou presa. Já em 24 de março, a Justiça concedeu liberdade provisória.
🔎 As amostras foram encontradas em três locais diferentes: na FEA, no Laboratório de Doenças Tropicais do Instituto de Biologia e no Laboratório de Cultura de Células. Segundo a apuração, havia tubetes manipulados e abertos, além de frascos descartados em lixeira comum. O documento judicial citado pela reportagem aponta que a movimentação e o armazenamento do material ocorreram em ambientes não controlados, o que teria criado risco direto e iminente à saúde de terceiros.
🏫 A Unicamp afirmou ter instaurado sindicância interna e disse que acionou prontamente a Polícia Federal e a Anvisa por causa da gravidade do caso e da natureza do patrimônio científico envolvido. A universidade também informou que as aulas de graduação e os laboratórios de ensino foram mantidos.
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