Na 3ª fase da Operação Anomalia, a Polícia Federal prendeu 7 policiais militares no RJ. Por ordem do STF, também houve buscas, apreensões e afastamento dos investigados.
A Operação Anomalia chegou à 3ª fase nesta quarta-feira (11), com a prisão de 7 policiais militares pela Polícia Federal (PF) no estado do Rio de Janeiro. Segundo a investigação, os agentes são suspeitos de ligação com organizações criminosas, com atuação relacionada a tráfico de drogas e milícias.
Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), foram cumpridos 7 mandados de prisão e 7 de busca e apreensão. As ordens foram executadas na cidade do Rio, nos bairros de Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz, além de Nova Iguaçu e Nilópolis. O cumprimento contou com apoio da Corregedoria da PM.
Além das prisões e buscas, o STF determinou o afastamento imediato das funções públicas de todos os investigados. A decisão também prevê o afastamento do sigilo de dados de equipamentos eletrônicos apreendidos durante a operação.
Operação Anomalia: o que diz a investigação
De acordo com a PF, os policiais “se utilizavam das prerrogativas da farda e da função pública para atuar em benefício do crime organizado”. A corporação aponta suspeita de que os PMs atuavam como seguranças ou vazavam informações para o traficante Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão, e para Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o Dudu, assessor do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva (TH Joias) na Alerj.
A PF afirma que a apuração identificou uma estrutura voltada não só à facilitação logística para tráfico e milícias, mas também à blindagem de criminosos e à ocultação de vantagens ilícitas. Os investigados podem responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de capitais.
A reportagem do g1 informa ainda que esta é a terceira ação seguida da PF, por ordem do STF, contra agentes do estado. As fases fazem parte das apurações da força-tarefa Missão Redentor 2, ligada ao cumprimento do acórdão da ADPF 635 (a chamada ADPF das Favelas), com foco em inteligência e no corte de conexões entre facções e agentes públicos.
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