O vereador Salvino Oliveira (PSD) foi preso nesta quarta (11) durante a Operação Contenção Red Legacy, da Polícia Civil do RJ. A ação investiga lavagem de dinheiro ligada à estrutura do Comando Vermelho (CV).
A Operação Red Legacy prendeu nesta quarta-feira (11) o vereador carioca Salvino Oliveira (PSD). Ele foi detido no âmbito da Operação Contenção Red Legacy, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, com foco na apuração de lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho (CV).
A Polícia Civil informou também a prisão de seis policiais militares. Além disso, a corporação apontou como foragida Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, mulher de Márcio Gama dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, e mãe de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam. Outro procurado citado é Landerson Lucas dos Santos, sobrinho de Marcinho VP.
Na chegada à Cidade da Polícia, Salvino negou relação com a cúpula do CV. “Estou sendo vítima de uma briga política que não é minha”, declarou.
Segundo a Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), foram expedidos 13 mandados de prisão. Até a última atualização do g1, seis pessoas haviam sido presas, e quatro alvos já estavam encarcerados.
Operação Red Legacy: o que a polícia atribui ao grupo
A Polícia Civil afirma que a operação busca desarticular a estrutura nacional do CV, descrita como uma organização criminosa com “características de cartel” e atuação interestadual. A corporação também diz haver indícios de cooperação entre o CV e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
No caso de Salvino, a polícia disse ter identificado “tentativas de interferência política em áreas dominadas pelo tráfico”, com o objetivo de transformar esses territórios em bases eleitorais. Segundo a instituição, o vereador teria negociado com o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, autorização para fazer campanha na Gardênia Azul, área sob domínio do CV.
Ainda conforme a investigação, em contrapartida, o parlamentar teria articulado benefícios ao grupo, apresentados publicamente como ações voltadas à população local. Um exemplo citado é a instalação recente de quiosques na região. A polícia afirma que a definição de parte dos beneficiários teria ocorrido sem processo público transparente, com participação de integrantes da facção.
A operação segue em andamento, com cumprimento de ordens judiciais e análise do material apreendido.
Fonte: G1
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