O Uruguai começou sua caminhada na Copa do Mundo de 2026 com um empate frustrante. Nesta segunda-feira, a seleção uruguaia ficou no 1 a 1 com a Arábia Saudita, em Miami, pela primeira rodada do Grupo H, e desperdiçou a chance de largar na frente depois do tropeço da Espanha diante de Cabo Verde.
O resultado deixou a chave completamente aberta. Com os dois empates da rodada, Espanha, Cabo Verde, Uruguai e Arábia Saudita terminaram a primeira rodada com um ponto cada. Para os uruguaios, no entanto, a sensação foi de oportunidade perdida.
A equipe comandada por Marcelo Bielsa entrou em campo com a expectativa de assumir o controle do grupo. O empate sem gols entre Espanha e Cabo Verde havia aberto uma porta importante para a Celeste, que poderia iniciar o Mundial na liderança da chave.
O primeiro tempo, porém, foi mais complicado do que o Uruguai esperava. A Arábia Saudita mostrou organização, intensidade e coragem para competir diante de uma seleção mais tradicional. Sem se limitar a defender, a equipe asiática tentou acelerar quando recuperava a bola e incomodou a defesa uruguaia.
Mesmo com mais presença ofensiva, o Uruguai encontrou dificuldades para transformar posse em chances claras. A equipe sul-americana pressionava, mas esbarrava em uma defesa saudita compacta e em uma atuação segura do goleiro Mohammed Al-Owais.
Na reta final da primeira etapa, veio o castigo. Após uma bola parada, Fernando Muslera não conseguiu segurar a jogada, e Abdulelah Al-Amri aproveitou a sobra para colocar a Arábia Saudita em vantagem. O gol surpreendeu os uruguaios e deu ainda mais confiança ao time saudita.
O intervalo chegou com um cenário incômodo para o Uruguai: derrota parcial, pressão crescente e a chance de desperdiçar um resultado que poderia ser decisivo na luta pela classificação.
Na segunda etapa, a Celeste voltou com postura mais agressiva. Bielsa ajustou a equipe, adiantou as linhas e viu o Uruguai aumentar o volume ofensivo. Federico Valverde passou a participar mais da construção, enquanto os uruguaios insistiam em cruzamentos, finalizações de média distância e jogadas pelos lados.
A Arábia Saudita tentou resistir. A equipe recuou, fechou espaços e passou a apostar em contra-ataques para tentar matar o jogo. O goleiro Al-Owais, que vinha sendo um dos destaques da partida, fez defesas importantes e manteve os sauditas em vantagem por boa parte do segundo tempo.
A pressão uruguaia, porém, seguiu até o fim. Aos 35 minutos da etapa final, Maxi Araújo aproveitou uma sobra dentro da área após defesa incompleta de Al-Owais e marcou o gol de empate. O lance deu alívio ao Uruguai, mas não apagou a frustração pelo desempenho irregular.
Depois do empate, a Celeste ainda tentou a virada. O time aumentou a intensidade, empurrou a Arábia Saudita para trás e buscou o gol que mudaria completamente o cenário do grupo. Mas faltou precisão no último passe e tranquilidade nas finalizações.
A Arábia Saudita segurou o resultado e comemorou um ponto importante contra uma seleção bicampeã mundial. A equipe mostrou competitividade, disciplina e confirmou que pode dificultar a vida dos adversários no Grupo H.
Para o Uruguai, o empate deixa um alerta. A equipe mostrou força de reação, mas também apresentou falhas defensivas, dificuldade de criação e pouca eficiência para aproveitar um contexto favorável na tabela.
O resultado ganha ainda mais peso porque a Espanha também tropeçou na estreia. Com a chave nivelada após a primeira rodada, o Uruguai terá de buscar recuperação imediata para não se complicar na sequência da fase de grupos.
No fim, o 1 a 1 teve sabor diferente para cada lado. A Arábia Saudita saiu fortalecida por competir de igual para igual e segurar um rival tradicional. O Uruguai, por outro lado, deixou o campo com a sensação de que poderia ter feito muito mais.
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