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Messi volta a brilhar, chega a 18 gols em Copas e leva Argentina ao mata-mata

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Lionel Messi voltou a transformar uma partida de Copa do Mundo em capítulo histórico. Nesta segunda-feira, a Argentina venceu a Áustria por 2 a 0, em Dallas, pela segunda rodada do Grupo J, garantiu vaga no mata-mata e viu seu camisa 10 assumir de vez o topo da artilharia dos Mundiais.

O jogo tinha peso esportivo e simbólico. A Argentina vinha de vitória sobre a Argélia, enquanto a Áustria também havia estreado vencendo a Jordânia. O duelo colocava frente a frente as duas seleções mais fortes do grupo naquele momento e valia uma posição confortável na briga pela classificação.

Mais uma vez, Messi foi o centro de tudo. Aos 38 anos, o capitão argentino marcou os dois gols da vitória, chegou a 18 gols em Copas do Mundo e ultrapassou Miroslav Klose, antigo recordista entre os homens. Com a marca, também passou Marta e se tornou o maior artilheiro da história dos Mundiais, somando torneios masculino e feminino.

A noite, porém, começou com um susto para o camisa 10. Messi teve a chance de abrir o placar em cobrança de pênalti, mas desperdiçou. O erro poderia ter pesado, especialmente em uma partida equilibrada e contra um adversário bem organizado.

Mas Messi não costuma deixar que um lance defina sua atuação. Pouco depois, ele encontrou espaço na área e apareceu para finalizar de primeira após boa jogada pelo lado esquerdo. O gol fez explodir a torcida argentina e colocou a seleção em vantagem ainda no primeiro tempo.

O lance também teve peso histórico imediato. Com ele, Messi deixou Klose para trás e se isolou como o maior goleador da história das Copas entre os homens. Era uma marca aguardada desde a estreia contra a Argélia, quando o argentino havia feito três gols e igualado o alemão.

A Áustria tentou reagir e mostrou por que chegou ao jogo em boa fase. A equipe pressionou em alguns momentos, buscou acelerar pelos lados e tentou incomodar a defesa argentina. Ainda assim, encontrou uma seleção muito concentrada sem a bola.

A Argentina fez uma partida madura. O time de Lionel Scaloni não teve apenas brilho individual. Soube controlar os momentos do jogo, proteger sua vantagem e reduzir os espaços para que a Áustria não transformasse posse em chances claras.

O meio-campo argentino teve papel importante nesse controle. A equipe conseguiu alternar intensidade e pausa, acelerando quando havia espaço e segurando a bola quando precisava esfriar a reação austríaca.

No segundo tempo, a Áustria tentou subir suas linhas e aumentar a pressão. O jogo ficou mais físico, com disputas intensas no meio-campo e maior necessidade de concentração defensiva dos atuais campeões mundiais.

Mesmo sem dominar completamente todos os momentos, a Argentina passou segurança. A equipe não se desesperou quando pressionada e soube esperar a chance para matar a partida.

Essa chance veio nos acréscimos. Messi apareceu novamente, mostrou frieza e marcou o segundo gol argentino. Se o primeiro gol já havia quebrado o recorde histórico, o segundo ampliou a marca para 18 gols em Copas do Mundo e confirmou a classificação da Argentina.

A comemoração teve cara de alívio e celebração. Os jogadores cercaram Messi, conscientes de que estavam presenciando mais um momento raro na carreira do maior nome da geração.

A vitória também reforça a força argentina na tentativa de defender o título conquistado em 2022. Com duas vitórias em dois jogos, a seleção chega à última rodada em situação muito favorável e já com lugar garantido na próxima fase.

Para a Áustria, a derrota não elimina as chances, mas aumenta a responsabilidade. A equipe ainda depende da rodada final para confirmar vaga e precisará reagir rapidamente depois de ter parado em uma Argentina eficiente e em uma noite inspirada de Messi.

O resultado consolida a Argentina como uma das seleções mais fortes deste início de Copa. Mais do que vencer, a equipe mostrou capacidade de decidir jogos grandes, mesmo quando não tem caminho fácil.

No fim, a noite em Dallas foi mais uma daquelas em que Messi pareceu jogar contra o tempo e contra a história. Errou um pênalti, respondeu com dois gols, levou a Argentina ao mata-mata e ampliou sua lenda com 18 gols em Copas do Mundo.

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