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Alemanha busca virada incrível contra Costa do Marfim nos acréscimos e garante classificação na Copa

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A Alemanha viveu uma daquelas noites que explicam a força de uma seleção acostumada a sobreviver em grandes torneios. Em Toronto, a equipe saiu atrás, sofreu diante da velocidade da Costa do Marfim, mas reagiu no segundo tempo e venceu por 2 a 1, pela segunda rodada do Grupo E da Copa do Mundo de 2026.

A vitória teve peso enorme para os alemães. Com o resultado, a seleção chegou à segunda vitória em dois jogos, garantiu classificação antecipada para o mata-mata e ainda assegurou a liderança da chave. Foi também a primeira vez desde 2014 que a Alemanha conseguiu avançar à fase eliminatória de uma Copa do Mundo.

O roteiro, porém, esteve longe de ser tranquilo. Depois da goleada por 7 a 1 sobre Curaçao na estreia, havia expectativa de que a Alemanha pudesse controlar o jogo com mais facilidade. A Costa do Marfim, no entanto, mostrou desde cedo que seria um adversário muito mais perigoso.

A seleção africana entrou em campo com intensidade, força física e muita velocidade pelos lados. A Alemanha teve dificuldades para acompanhar o ritmo dos marfinenses e sofreu principalmente nos contra-ataques, quando a defesa ficava exposta.

O primeiro tempo foi desconfortável para os quatro vezes campeões mundiais. A Costa do Marfim pressionou, ocupou bem os espaços e conseguiu transformar sua agressividade em vantagem no placar. O gol marfinense aumentou a tensão alemã e colocou a equipe de Julian Nagelsmann diante de seu primeiro grande teste no Mundial.

Além do prejuízo no placar, a Alemanha ainda precisou lidar com uma preocupação física importante. Nico Schlotterbeck se machucou durante a partida e acabou substituído por Antonio Rüdiger. A lesão do defensor se tornaria uma notícia ruim para a sequência da competição.

Com a desvantagem, Nagelsmann precisou agir. No segundo tempo, o treinador mexeu na equipe em busca de mais presença ofensiva e intensidade. A entrada de Deniz Undav mudou completamente o cenário da partida.

O atacante do Stuttgart já vinha mostrando faro de gol na seleção e, mais uma vez, aproveitou a oportunidade. Saindo do banco, Undav deu nova vida ao ataque alemão, movimentou-se melhor entre os zagueiros e passou a ser uma ameaça constante dentro da área.

Aos poucos, a Alemanha começou a empurrar a Costa do Marfim para trás. O time ganhou volume, passou a circular a bola com mais velocidade e encontrou espaços que não apareciam no primeiro tempo. A pressão aumentou até se transformar no empate.

Undav marcou o primeiro gol alemão e recolocou a equipe no jogo. O lance mudou o clima em Toronto: a Alemanha, antes nervosa e pouco criativa, passou a acreditar na virada, enquanto a Costa do Marfim começou a sentir o peso de defender o resultado.

Mesmo assim, os marfinenses não se entregaram. A equipe africana continuou perigosa quando conseguiu acelerar e obrigou a defesa alemã a manter atenção total. O jogo ficou aberto, físico e emocional, com chances dos dois lados.

Na reta final, a Alemanha assumiu o risco. A classificação estava encaminhada mesmo com o empate, mas a equipe buscou a vitória até o último lance. A postura agressiva acabou sendo recompensada nos acréscimos.

Já perto do fim, Undav apareceu novamente. Com oportunismo e presença de área, o atacante marcou o segundo gol alemão e virou a partida, levando jogadores e torcedores à explosão. Foi um gol de peso: decidiu o jogo, confirmou a classificação e reforçou a candidatura do atacante a um lugar entre os titulares.

A virada também consolidou uma sequência impressionante de Undav com a camisa da seleção. O atacante chegou ao segundo jogo seguido marcando nesta Copa e aumentou a pressão sobre Nagelsmann, que agora terá de decidir se mantém o jogador como arma de banco ou se lhe dá uma vaga no time inicial.

Para a Costa do Marfim, a derrota teve sabor amargo. A equipe fez uma grande partida, mostrou qualidade, abriu o placar e ficou perto de pontuar contra uma das favoritas do torneio. No entanto, perdeu força na reta final e acabou punida pela eficiência alemã.

Mesmo com o revés, os marfinenses seguem vivos na briga por classificação. A última rodada contra Curaçao será decisiva para definir o futuro da equipe no Mundial. A atuação contra a Alemanha mostrou que a seleção tem recursos para competir, mas também deixou a lição de que, em Copa, cada detalhe pesa.

A Alemanha, por sua vez, chega à rodada final em situação confortável. Já classificada e com o primeiro lugar garantido, a equipe enfrenta o Equador podendo fazer ajustes, mas sem abrir mão do ritmo competitivo que vem construindo.

A vitória em Toronto não foi apenas mais um resultado positivo. Foi uma demonstração de reação, elenco e personalidade. A Alemanha sofreu, viu a Costa do Marfim ameaçar sua superioridade, perdeu um defensor importante, mas encontrou em Deniz Undav o personagem ideal para transformar dificuldade em classificação.

No fim, a virada nos acréscimos reforçou uma velha sensação em Copas do Mundo: a Alemanha pode até balançar, mas raramente deixa de competir até o último segundo.

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