Por trás de um crime que abalou Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a investigação agora se concentra em localizar Alan Santos Gusmão Júnior, 26 anos, e Leandra Victoria de Souza Fortunato, 22. O casal é acusado de envolvimento no assassinato de Larissa dos Santos Silva, 26 anos, cujo corpo foi encontrado na última sexta-feira (24) no quintal da casa de Alan, no bairro da Posse. O Disque Denúncia lançou, neste domingo (26), um cartaz pedindo informações sobre o paradeiro dos suspeitos.
Larissa desapareceu na terça-feira (21), após ser vista entrando em um carro de aplicativo no bairro Jardim da Viga. A jovem nunca chegou ao destino. Dias depois, seu corpo foi descoberto enterrado sob um canteiro de jardim recém-construído, com marcas de facadas e enrolado em lençóis.
Um crime premeditado?
De acordo com a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), Alan era casado com Leandra, mas mantinha um relacionamento extraconjugal com Larissa. O suspeito teria pedido a corrida por aplicativo que levou a vítima até sua residência. Em depoimentos preliminares, vizinhos e familiares descreveram Alan como alguém que demonstrava obsessão por Larissa, mesmo após ter reatado o casamento com Leandra no Natal.
As investigações revelaram que, no dia seguinte ao desaparecimento de Larissa, Alan contratou, de forma urgente, um pedreiro da região para construir o canteiro no quintal onde o corpo foi enterrado. Na quinta-feira (23), Alan voltou a procurar o trabalhador, desta vez com um pedido perturbador: ajuda para enterrar o corpo. O pedreiro recusou, mas entregou aos policiais detalhes que levaram à descoberta do crime.
Uma busca por respostas
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) expediu mandados de prisão temporária contra Alan e Leandra por homicídio simples e ocultação de cadáver. A polícia acredita que o casal está foragido desde a descoberta do corpo.
Com o avanço das investigações, surgem perguntas que ainda não foram respondidas: o crime foi planejado em conjunto ou motivado por impulso? Qual o papel de Leandra nesse ato brutal?
Enquanto isso, o apelo das autoridades é para que a população colabore. Qualquer informação pode ser repassada ao Disque Denúncia de forma anônima pelos números (021) 2253-1177 ou 0300-253-1177, pelo WhatsApp (021) 2253-1177, ou pelo aplicativo Disque Denúncia RJ.
Na tragédia de Larissa, resta à família a dor da perda e à sociedade o desejo de justiça.
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