A creatina deixou de ser um produto associado apenas a atletas e ao universo da musculação e passou a ocupar um lugar fixo na rotina de saúde e desempenho de um número crescente de brasileiros. É o que indica o 1º Levantamento Nacional sobre os Hábitos de Suplementação dos Brasileiros – Soldiers Insights, conduzido pela Soldiers Nutrition, que aponta a substância como o suplemento mais popular do país.
Segundo o estudo, a creatina aparece em 93,6% dos carrinhos de compra de consumidores brasileiros de suplementos alimentares — um patamar que a coloca muito à frente de itens historicamente líderes de mercado. Na comparação apresentada pelo levantamento, whey protein surge com 68,4%, seguido por vitaminas (43%), pré-treinos (29%) e termogênicos (14%). A leitura do setor é que o consumo ganhou um perfil mais “cotidiano”, ligado não só a estética, mas a bem-estar, performance e envelhecimento com qualidade.
A pesquisa foi realizada entre 29 de setembro e 10 de outubro de 2025 e reuniu 2.735 respostas de participantes de todas as regiões do Brasil. O levantamento mapeou hábitos de consumo, motivações e prioridades do público, sugerindo que a creatina se consolidou como um suplemento transversal — presente em diferentes idades, perfis e objetivos.
Um recorte que chama atenção é o crescimento do interesse entre pessoas acima dos 40 anos, faixa em que cresce a preocupação com a preservação de massa muscular. Entre mulheres, a creatina aparece em 55,2% das menções como suplemento de uso regular e, de acordo com o estudo, já figura como a categoria mais priorizada, à frente do whey protein. Em faixas etárias específicas, o levantamento aponta 58,6% de prioridade entre 35 e 44 anos e 58,4% entre 45 e 54. Entre pessoas 55+, o estudo indica que 58,7% apontam a creatina como prioridade para 2026.
O discurso de “suplemento para longevidade” está associado, entre outros fatores, à discussão sobre sarcopenia — perda natural de massa e força muscular com o avanço da idade. Na avaliação apresentada pelo CEO e fundador da Soldiers Nutrition, Yuri Abreu, o produto deixou de ser visto como “de academia” e passou a ser encarado como aliado de saúde. O executivo afirma que, quando combinada à atividade física, a creatina pode contribuir para a manutenção do funcionamento muscular e da independência física em adultos mais velhos.
O contexto de mercado também favorece essa expansão. A reportagem que repercute o levantamento cita a Pesquisa Nacional de Saúde (IBGE, 2023), segundo a qual o número de pessoas que praticam atividade física semanalmente cresceu 27% em dez anos. Já a ABIAD (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Suplementos Alimentares) aponta que o mercado nacional de suplementos cresceu 10,5% em faturamento no último ano, com destaque para produtos monocomponentes, categoria na qual a creatina se encaixa.
Além do “o que” as pessoas consomem, o estudo também sugere mudança no “como”: entre os respondentes, 75,1% dizem consumir suplementos todos os dias, e 51,1% afirmam treinar cinco vezes por semana ou mais — um padrão que reforça a ideia de suplementação como hábito contínuo.
Apesar do avanço, especialistas costumam reforçar que a escolha por suplementação deve considerar orientação profissional, objetivos individuais, condição de saúde e procedência do produto. Num mercado em expansão, o desafio passa a ser combinar informação de qualidade, consumo responsável e transparência sobre dados e metodologias de levantamentos.
Fonte: Portal Revista Alpha Fitness —
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