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Rombo de R$ 60 Milhões no Itaprevi: Aposta de Risco Bloqueia Repasses a Itaguaí e Pesa no Bolso do Contribuinte

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A gestão previdenciária de Itaguaí transformou-se em uma verdadeira “herança maldita” após a revelação de um rombo milionário nos cofres do Instituto de Previdência do Município (Itaprevi). No último ano de mandato do ex-prefeito Rubem Vieira de Souza (Dr. Rubão), R$ 59,6 milhões do fundo responsável pelas aposentadorias dos servidores foram aplicados no Banco Master — instituição que acabou sendo liquidada pelo Banco Central do Brasil.

Os aportes, realizados em junho e julho de 2024, foram alocados em Letras Financeiras (LF) que não possuem a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Na prática, se a instituição financeira não cobrir o montante, a conta do prejuízo cairá integralmente no colo da Prefeitura e, por consequência, terá de ser paga pelos contribuintes da cidade.

O impacto da manobra já estrangula as contas públicas. Com as aplicações de risco, o Itaprevi perdeu seu Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP) no Ministério da Previdência Social. Por decisão da Justiça, o município foi inscrito no CAUC, que funciona como uma espécie de “Serasa” dos entes públicos. Com o nome sujo, Itaguaí está oficialmente impedida de receber transferências voluntárias da União e não pode mais contratar financiamentos junto à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil.

O cenário ganha contornos ainda mais graves quando analisado o histórico das nomeações. Dias antes da primeira transferência milionária ser efetivada, a gestão municipal nomeou a advogada Fernanda Machado para presidir o Itaprevi. Anteriormente, ela havia ocupado a gerência de controle interno do Rioprevidência — órgão estadual que aplicou R$ 1 bilhão no mesmo Banco Master, operação que culminou na prisão de seu então presidente pela Polícia Federal.

A fatura dessa administração temerária e sem garantias ameaça a seguridade dos servidores públicos e compromete o futuro econômico do município.

Reportagem exclusiva produzida para o portal Grupo PRA (www.grupopra.com).
Fonte: Baseado em apuração original do jornalista Elizeu Pires (elizeupires.com).

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