Home Brasil Resort Tayayá teve juros abaixo da Selic em renegociações
BrasilPolítica

Resort Tayayá teve juros abaixo da Selic em renegociações

Compartilhar
Resort Tayaya, que já foi de propriedade de Dias Toffoli (Foto: Resort Tayaya)
Compartilhar

Segundo apuração do O Estado de S. Paulo, empréstimos do Bradesco ao grupo gestor do resort Tayayá — negócio que pertenceu à família do ministro Dias Toffoli (STF) — foram renegociados cinco vezes, sem multa e com juros abaixo da Selic.

O resort Tayayá voltou ao centro do debate público após uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo apontar que empréstimos concedidos pelo Bradesco ao grupo gestor do empreendimento passaram por cinco renegociações entre 2016 e 2024. A apuração afirma que as repactuações ocorreram sem multa e com juros abaixo da Selic, a taxa básica da economia.

De acordo com o jornal, o crédito original foi de R$ 20,4 milhões — valor que, na correção pela inflação citada na reportagem, equivale a cerca de R$ 31 milhões atualmente. O Estadão também informa que o Tayayá é descrito como um negócio que pertenceu à família do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Resort Tayayá: o que o jornal afirma sobre as renegociações

No relato publicado, as renegociações teriam ocorrido com alongamento de prazos e revisão de condições financeiras, sem a cobrança de multa contratual. Além disso, a apuração destaca que a taxa aplicada teria ficado abaixo do padrão de mercado em diferentes momentos, com comparação direta com a Selic em documento mencionado pelo jornal.

Na prática, quando um contrato é renegociado, o tomador busca reduzir pressão de caixa e reorganizar pagamentos. Por outro lado, as condições descritas na reportagem levantam questionamentos sobre critérios, governança e tratamento dado a clientes em operações de grande valor, especialmente quando há menções a figuras públicas e a um empreendimento que teria tido ligação familiar com um ministro do STF.

O caso também reforça um ponto central em temas de crédito: a diferença entre o que é negociação comercial legítima e o que pode ser interpretado, no debate público, como benefício incomum. A reportagem do Estadão concentra-se justamente na quantidade de renegociações e no patamar dos juros apontados.

Até aqui, as informações citadas nesta matéria se baseiam no conteúdo publicado pelo O Estado de S. Paulo.

Compartilhar

Escreva um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja também

PL intensifica negociações em Minas após desistência de Cleitinho; Marcelo Aro é favorito para governador

PL intensifica negociações em Minas após desistência de Cleitinho. Marcelo Aro é...

Pesquisa revela que a eleição para governador do Rio continua em aberto.

O levantamento Genial/Quaest aponta que 84% dos eleitores ainda não citaram espontaneamente...

Douglas Ruas apresenta proposta para reforçar proteção às mulheres vítimas de violência.

cerca de 85 mulheres, entre pré-candidatas, lideranças e apoiadoras, o pré-candidato ao...

Ricardo Salles aposta em agronegócio e estratégia de desgaste para disputar Senado em São Paulo

Ricardo Salles disputa Senado em SP com estratégia no agronegócio e desgaste...