🎓 Universidade abre investigação interna e caso é encaminhado às autoridades; comunidade acadêmica cobra medidas rigorosas
Um professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi afastado de suas atividades após ser denunciado por assédio sexual por uma aluna da instituição. A informação foi confirmada pela Rádio Tupi e repercutiu de forma imediata entre estudantes e servidores da universidade, que pedem celeridade nas apurações e reforço das políticas de prevenção à violência de gênero no ambiente acadêmico.
A denúncia foi formalizada pela estudante após episódios de comportamento considerado abusivo durante atividades relacionadas à disciplina ministrada pelo docente. De acordo com o relato, o professor teria feito investidas de cunho sexual e utilizado sua posição de autoridade para criar situações constrangedoras e de intimidação. A aluna procurou apoio institucional e registrou o caso, que chegou à direção da unidade.
A UFRJ informou que, assim que tomou conhecimento da acusação, determinou o afastamento preventivo do professor, medida prevista nos protocolos internos quando há indícios de violação ética e risco à integridade de estudantes. A universidade também instaurou uma sindicância para apurar a conduta do docente e encaminhou o caso aos órgãos competentes.
O afastamento gerou forte mobilização estudantil. Representantes de centros acadêmicos e coletivos feministas denunciaram que casos semelhantes já haviam sido relatados anteriormente e cobraram ações estruturais — como ampliação das Salas Lilás universitárias, acolhimento especializado e campanhas permanentes de enfrentamento ao assédio.
Especialistas lembram que universidades são ambientes que exigem proteção reforçada a jovens estudantes, especialmente mulheres, que muitas vezes se encontram em posição de vulnerabilidade diante de relações hierárquicas. O caso reacende o debate sobre segurança no meio acadêmico e a necessidade de protocolos rigorosos e efetivos.
Enquanto aguarda o avanço da investigação, o professor segue afastado de suas funções. A UFRJ afirmou que trata denúncias de assédio com máxima seriedade e que dará suporte à estudante durante todo o processo.
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