Policiais civis da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) entraram na Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio, na manhã desta terça-feira (25), atrás dos assassinos do policial penal Henry dos Santos Oliveira, de 51 anos. A ação, batizada de “Operação Redenção”, busca cumprir mandados de prisão contra quatro suspeitos de envolvimento no latrocínio que aconteceu em dezembro do ano passado.
Os criminosos, segundo as investigações, fazem parte de uma facção e se escondem dentro da comunidade. Durante a operação, os agentes também buscam provas sobre outro crime: a morte de um policial militar, que pode ter sido executado pelo mesmo grupo.
O avanço da polícia paralisou parte do funcionamento da região. Quinze escolas municipais não abriram e duas unidades de saúde, a Clínica da Família Maria José de Souza Barbosa e o Centro Municipal de Saúde Dr. Eithel Pinheiro de Oliveira, suspenderam o atendimento. Apenas os CMS Waldyr Franco e Alexander Flaming e as clínicas da família Sônia Maria Ferreira Machado e Faim Pedro mantiveram as portas abertas, mas sem atividades externas.
Tiros foram disparados durante a operação. Moradores relataram carros atingidos e divulgaram imagens nas redes sociais. Em um dos vídeos, um policial orienta um motorista de aplicativo a registrar boletim de ocorrência após ter o veículo alvejado.
Latrocínio flagrado por câmeras
Henry dos Santos Oliveira foi morto ao tentar impedir um assalto a um depósito de bebidas em Santa Cruz. Sete criminosos armados com fuzis e pistolas atacavam o local, divididos entre vigilância e saque de mercadorias.
O policial penal passava de moto quando percebeu um dos ladrões na entrada do estabelecimento. Ele se apresentou como policial e sacou a arma, mas desistiu ao ver mais três criminosos saindo do depósito. Antes que pudesse sair, os bandidos atiraram várias vezes. Henry morreu na hora. Os assassinos ainda roubaram sua pistola antes de fugirem num Fiat Uno.
As imagens da execução mostram que alguns dos assaltantes cobriam o rosto. Pelo menos três usavam uniformes semelhantes aos de apoiadores de tráfego da Cet-Rio. A polícia segue na caça do grupo.
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