O Paraguai protagonizou uma das maiores surpresas da Copa do Mundo de 2026. Nesta segunda-feira, a seleção sul-americana eliminou a Alemanha nos pênaltis, venceu por 4 a 3 nas cobranças e avançou às oitavas de final.
No tempo normal e na prorrogação, o jogo terminou empatado por 1 a 1. Julio Enciso marcou para os paraguaios ainda no primeiro tempo, enquanto Kai Havertz deixou tudo igual na etapa final.
A classificação teve contornos épicos. O Paraguai encarou uma das seleções mais tradicionais do futebol mundial, resistiu à pressão durante 120 minutos e decidiu a vaga com frieza nas penalidades.
O grande herói da noite foi Orlando Gill. O goleiro paraguaio defendeu duas cobranças alemãs e se tornou personagem central de uma vitória que entra para a história do futebol do país.
A Alemanha chegou ao confronto como favorita. Tinha mais tradição, mais posse de bola e um histórico praticamente impecável em disputas por pênaltis em Copas do Mundo.
Dentro de campo, porém, o Paraguai mostrou que estava disposto a competir até o limite. A equipe de Gustavo Alfaro entrou com uma proposta clara: fechar espaços, resistir à pressão alemã e aproveitar as oportunidades que surgissem.
A Alemanha dominou a posse desde os primeiros minutos. A seleção europeia rodou a bola, tentou abrir a defesa paraguaia e ocupou o campo ofensivo, mas encontrou um adversário compacto e muito concentrado.
O Paraguai, mesmo pressionado, não se desorganizou. A equipe protegeu bem a área, bloqueou finalizações e buscou acelerar quando conseguiu recuperar a bola.
A recompensa veio aos 41 minutos do primeiro tempo. Miguel Almirón fez boa jogada e encontrou Julio Enciso, que marcou de cabeça para abrir o placar.
O gol foi histórico para os paraguaios. Além de colocar a seleção em vantagem contra uma potência mundial, encerrou uma longa espera do país por um gol em jogos eliminatórios de Copa.
A Alemanha voltou para o segundo tempo pressionada. Precisava reagir e passou a aumentar o volume ofensivo, empurrando o Paraguai cada vez mais para trás.
O empate saiu com Kai Havertz. O atacante apareceu em momento importante e deixou tudo igual, recolocando os alemães no jogo e aumentando a sensação de que a virada poderia acontecer.
Depois do 1 a 1, a Alemanha seguiu em cima. Teve mais posse, mais presença no ataque e mais finalizações, mas esbarrou na defesa paraguaia e na própria dificuldade para transformar domínio em chances realmente claras.
O Paraguai sofreu, mas resistiu. A equipe apostou em disciplina, entrega física e concentração para levar o jogo até a prorrogação.
No tempo extra, a tensão aumentou ainda mais. A Alemanha chegou a marcar um gol que poderia decidir a partida, mas o lance foi anulado após revisão da arbitragem de vídeo.
A anulação manteve o Paraguai vivo. A seleção sul-americana ganhou mais alguns minutos de sobrevivência e conseguiu levar a decisão para os pênaltis.
Nas cobranças, a história mudou de vez. A Alemanha, que nunca havia perdido uma disputa por pênaltis em Copas do Mundo, viu sua escrita cair diante de um Paraguai corajoso e frio.
Orlando Gill brilhou ao defender cobranças de Havertz e Nick Woltemade. Jonathan Tah também desperdiçou, aumentando o drama alemão e abrindo caminho para a festa paraguaia.
Do outro lado, o Paraguai mostrou personalidade. José Canale converteu a cobrança decisiva e confirmou a classificação, provocando uma explosão de emoção entre jogadores, comissão técnica e torcedores.
A vitória por 4 a 3 nos pênaltis colocou o Paraguai nas oitavas de final e transformou a noite em um marco para o futebol sul-americano.
Para a Alemanha, a eliminação representa mais um capítulo frustrante em Copas do Mundo. Depois de decepções recentes, a queda precoce para o Paraguai aumenta a pressão sobre jogadores e comissão técnica.
Julian Nagelsmann saiu do jogo sob forte cobrança. A equipe teve volume, posse e controle territorial, mas não conseguiu transformar superioridade em classificação.
Para o Paraguai, o resultado tem sabor de façanha. A seleção derrubou uma tetracampeã mundial, quebrou um tabu histórico dos alemães nos pênaltis e mostrou força emocional em uma noite de mata-mata.
O feito foi tão simbólico que provocou comoção nacional. No Paraguai, a vitória foi tratada como um acontecimento histórico, muito além do resultado esportivo.
Agora, a seleção paraguaia terá pela frente a França nas oitavas de final. O desafio será ainda maior, mas a confiança também cresceu depois de uma classificação tão marcante.
A campanha paraguaia ganha novo sentido. O time que chegou ao mata-mata como azarão agora passa a carregar a imagem de uma equipe difícil de bater, organizada e capaz de sobreviver sob enorme pressão.
No fim, o Paraguai fez história. Resistiu à Alemanha, levou a decisão para os pênaltis, contou com uma atuação gigante de Orlando Gill e conquistou uma classificação épica às oitavas da Copa do Mundo.
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