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Rioprevidência: PF faz novas buscas em SC na investigação sobre o Banco Master; mala com dinheiro é arremessada pela janela

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Terceira fase da Operação Barco de Papel apura suspeitas de crimes contra o sistema financeiro; PF fala em indícios de obstrução e ocultação de provas

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11/02/2026), a terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro relacionados à gestão de recursos da RioPrevidência, fundo de previdência do Estado do Rio de Janeiro. Nesta etapa, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados a investigados em Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina.

Segundo a PF, ao chegarem para cumprir mandado em um imóvel em Balneário Camboriú, um dos ocupantes do apartamento arremessou pela janela uma mala com dinheiro em espécie. O montante foi recuperado pelos policiais. Além do dinheiro, os agentes apreenderam dois veículos de luxo e dois smartphones.

As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base, conforme a PF, em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas.

O que a PF busca nesta nova fase

De acordo com a Polícia Federal, o objetivo desta etapa é localizar e recuperar bens, valores e objetos que teriam sido retirados do apartamento do principal alvo durante a fase anterior da operação, deflagrada em 23 de janeiro. A investigação busca apurar se houve movimentação patrimonial e retirada de itens com a finalidade de dificultar a produção de provas.

Prisão de ex-presidente do Rioprevidência

Na terça-feira (03/02), o ex-presidente da RioPrevidência Deivis Marcon Antunes foi preso por agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal em Itatiaia (Sul do RJ), após retornar dos Estados Unidos. Conforme informado, ele é suspeito de obstrução de investigações e ocultação de provas no contexto da operação.

Suspeitas envolvem investimentos em letras financeiras do Banco Master

A Operação Barco de Papel apura supostas irregularidades na aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição que, segundo o texto, foi recentemente liquidada pelo Banco Central. De acordo com as investigações mencionadas, entre novembro de 2023 e julho de 2024, a RioPrevidência teria investido cerca de R$ 970 milhões no banco.

A PF informou que as investigações continuam para identificar responsabilidades e apurar eventual prática de crimes contra o sistema financeiro nacional.

Contexto e próximos passos do caso

As diligências em Santa Catarina indicam que a investigação está, além de apurar a origem e regularidade das operações financeiras, focada em possíveis condutas de ocultação patrimonial e destruição ou ocultação de evidências. A expectativa é que a análise do dinheiro apreendido, dos celulares e de outros bens ajude a esclarecer cadeias de decisão, movimentações e relações entre os investigados.

Até o momento, as informações disponíveis se baseiam no que foi divulgado pela própria PF e na apuração jornalística. O caso segue em andamento, e novos desdobramentos podem ocorrer conforme o avanço das perícias e depoimentos.

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