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Justiça espanhola anula condenação de Daniel Alves por agressão sexual

Tribunal catalão aponta contradições na decisão anterior e aceita recurso da defesa do ex-jogador

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Foto: Getty Images
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O Tribunal Superior da Catalunha derrubou a condenação de Daniel Alves por agressão sexual. A corte justificou a decisão apontando “inconsistências e contradições” na sentença original, que havia condenado o ex-jogador da seleção brasileira a 4 anos e 6 meses de prisão. O recurso da defesa foi aceito e a sentença anulada.

A acusação partiu de uma mulher de 23 anos, que relatou ter sido abusada por Alves no banheiro de uma boate em Barcelona, na madrugada de 31 de dezembro de 2022. A primeira decisão da Justiça espanhola considerou que não houve consentimento e que havia provas suficientes para sustentar a condenação. O novo julgamento, porém, questionou a confiabilidade do depoimento da suposta vítima.

Os magistrados do tribunal catalão apontaram que as imagens das câmeras da boate contradizem parte da versão da denunciante. A corte também destacou que provas materiais, como a presença de DNA na boca da mulher e impressões digitais no local, indicam falhas na narrativa apresentada no primeiro julgamento. “A discrepância entre o que a reclamante disse e o que realmente aconteceu compromete seriamente a confiabilidade de sua história”, afirmaram os juízes.

Daniel Alves já havia sido solto sob fiança de 1 milhão de euros (R$ 6,2 milhões). Agora, pode deixar a Espanha sem restrições. A advogada do ex-jogador, Inés Guardiola, celebrou o desfecho. “Estamos muito felizes; a justiça foi feita”, disse à rádio RAC1.

Maria Lúcia Alves, mãe do atleta, compartilhou uma foto com o filho e escreveu: “Grata ao meu Deus por tudo. Toda honra e glória a ti, meu Senhor”.

O caso continua dividindo opiniões na Espanha. A vice-primeira-ministra, María Jesús Montero, evitou comentar diretamente a decisão, mas demonstrou solidariedade a vítimas de abuso. O porta-voz do partido Podemos, Pablo Fernández, criticou o veredito. “A decisão no caso Dani Alves é mais um exemplo flagrante de justiça patriarcal e negligência com as vítimas”, escreveu nas redes sociais.

O Ministério Público espanhol ainda pode recorrer à Suprema Corte do país. Enquanto isso, Daniel Alves segue livre, sem condenação definitiva.

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