Matheus Eduardo Tentempo Lima, conhecido como “Dourado”, foi preso em um resort à beira-mar. Segundo a Polícia Civil, ele é apontado como chefe do tráfico em comunidades de Petrópolis e suspeito de planejar um ataque contra agentes da 105ª DP.
Um chefe do tráfico preso em um resort de luxo na Costa Verde voltou a colocar em evidência a atuação de facções fora dos grandes centros do estado. Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, Matheus Eduardo Tentempo Lima, conhecido como “Dourado”, foi localizado e preso neste sábado (14), após trabalho de monitoramento feito por agentes da Subsecretaria de Inteligência.
De acordo com a investigação, Dourado é apontado como chefe do tráfico de drogas em comunidades de Petrópolis, na Região Serrana. Ainda segundo a polícia, ele tinha ligação com a facção Comando Vermelho e seria responsável pelo envio de cargas de entorpecentes para a cidade.
A prisão ocorreu em um resort de luxo à beira-mar, na região da Costa Verde, no estado do Rio. A Polícia Civil informou que a captura foi resultado de um trabalho de inteligência, com análise de possíveis rotas e endereços usados pelo suspeito para escapar da ação policial.
Chefe do tráfico preso e suspeita de atentado
Além da atuação no tráfico, Dourado também é suspeito, segundo os agentes, de participar do planejamento de um ataque contra policiais civis da 105ª DP (Petrópolis). A delegacia é responsável por investigações na cidade serrana. A corporação afirmou ainda que o suspeito mantinha ligação com chefes da facção que atua no Parque União, no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio.
Outro ponto destacado pela investigação é o tempo em que ele permaneceu fora do alcance da polícia. Segundo a corporação, Dourado estava foragido havia mais de nove anos. Ele também tem oito anotações criminais por crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico e homicídio qualificado.
Contra o suspeito, foram cumpridos quatro mandados de prisão em aberto. Até a publicação da notícia, não havia informação, na matéria de referência, sobre apreensão de armas ou drogas no momento da prisão. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos nas atividades criminosas e aprofundar a apuração sobre a rede de apoio do grupo.
Fonte: G1
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