A Bélgica enfim mostrou força na Copa do Mundo de 2026. Depois de duas atuações discretas na fase de grupos, a seleção europeia goleou a Nova Zelândia por 5 a 1, nesta sexta-feira, no BC Place, em Vancouver, e garantiu classificação ao mata-mata como líder do Grupo G.
A vitória veio em grande estilo. Com atuação dominante, os belgas resolveram o jogo com autoridade e transformaram uma situação de pressão em uma classificação tranquila.
O grande nome da partida foi Leandro Trossard. O atacante marcou duas vezes, abriu caminho para a goleada e foi decisivo em uma noite em que a Bélgica precisava confirmar dentro de campo o favoritismo que carregava antes do torneio.
A equipe de Rudi Garcia entrou pressionada. Nas duas primeiras rodadas, havia empatado com Egito e Irã, resultados que deixaram a classificação em risco e aumentaram a cobrança sobre um elenco cheio de nomes conhecidos.
Contra a Nova Zelândia, porém, a Bélgica teve outra postura. Desde os primeiros minutos, os Diabos Vermelhos controlaram a posse de bola, empurraram o adversário para trás e criaram oportunidades com frequência.
O primeiro gol saiu ainda no início da partida. Trossard apareceu bem na área e finalizou para abrir o placar, dando tranquilidade a uma seleção que precisava vencer para não depender de combinações.
A vantagem deixou a Bélgica mais confortável. Com Kevin De Bruyne organizando o meio-campo e Jérémy Doku acelerando pelos lados, a equipe passou a encontrar espaços com naturalidade na defesa neozelandesa.
A Nova Zelândia teve dificuldades para reagir. A seleção da Oceania tentou se defender em bloco, mas sofreu para acompanhar a movimentação belga e quase não conseguiu levar perigo no primeiro tempo.
Ainda antes do intervalo, Trossard voltou a marcar. O segundo gol do atacante ampliou a vantagem e praticamente encaminhou a classificação belga, além de aliviar o clima de tensão que rondava a equipe.
A atuação do primeiro tempo mostrou uma Bélgica mais agressiva, mais ligada e mais eficiente. A seleção que havia decepcionado nas partidas anteriores finalmente conseguiu transformar domínio em gols.
No segundo tempo, a Bélgica manteve o controle e ampliou com Kevin De Bruyne. O meia acertou uma finalização precisa e fez um gol importante, coroando sua participação em uma noite de liderança técnica.
O gol de De Bruyne também confirmou a superioridade belga. Com 3 a 0 no placar, a equipe passou a administrar o ritmo, mas sem abrir mão de atacar quando encontrava espaços.
A Nova Zelândia ainda conseguiu diminuir. Elijah Just marcou o gol de honra, aproveitando um momento de descuido da defesa belga e dando aos neozelandeses um pequeno alívio na despedida do torneio.
A reação, no entanto, durou pouco. Romelu Lukaku, que começou no banco, entrou no decorrer da partida e deixou sua marca, recolocando a Bélgica em vantagem larga.
O gol teve peso especial para Lukaku. O atacante aumentou sua marca em Copas do Mundo e reforçou sua importância histórica para a seleção belga, mesmo em um momento de renovação do elenco.
Nos minutos finais, Alexis Saelemaekers fechou a goleada. O quinto gol confirmou a noite perfeita da Bélgica e consolidou a liderança do grupo pelo saldo de gols.
O resultado também teve impacto direto na tabela. Com a goleada, a Bélgica ultrapassou o Egito e terminou a chave na primeira colocação, avançando em uma posição mais favorável para o mata-mata.
O Egito também se classificou, após empatar com o Irã no outro jogo do grupo. Já os iranianos ficaram na expectativa entre os terceiros colocados, enquanto a Nova Zelândia terminou na última posição.
Para a Nova Zelândia, a eliminação confirmou a dificuldade de competir em um grupo forte. Ainda assim, a equipe teve momentos de entrega e conseguiu marcar seu gol na despedida.
Para a Bélgica, a goleada pode representar uma virada de chave. A seleção entrou na rodada sob desconfiança, mas saiu dela com uma vitória convincente, ataque funcionando e confiança renovada.
Rudi Garcia também ganhou respostas importantes. Trossard brilhou, De Bruyne apareceu em momento decisivo, Lukaku marcou vindo do banco e o time mostrou profundidade ofensiva.
A atuação não apaga totalmente as dúvidas deixadas pelos empates anteriores, mas muda o clima da campanha. A Bélgica chega ao mata-mata mais leve, com a sensação de que ainda pode crescer na Copa.
No fim, os Diabos Vermelhos fizeram exatamente o que precisavam. Golearam a Nova Zelândia, assumiram a liderança do Grupo G e avançaram para a fase eliminatória com uma atuação capaz de reacender a confiança da torcida.
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