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Ameaçada de extinção, rã-de-seropédica ganha projeto de proteção no Rio

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Foto: Projeto DOTS in: GUEDES, T. S. 2020. Distribuição da espécie Physalaemus soaresi IZECKSOHN, 1965 na floresta nacional Mário Xavier: estratégias para conservação
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O BioParque do Rio lançou um projeto inédito para salvar a rã-de-seropédica (Physalaemus soaresi), espécie restrita à Floresta Nacional Mário Xavier, em Seropédica, na Baixada Fluminense, e classificada como criticamente ameaçada de extinção. O animal enfrenta sérias dificuldades de sobrevivência devido à destruição do seu habitat natural, causada por lixo, poluição e outras ações humanas.

Pesquisadores já alertavam sobre a necessidade de medidas para proteger a espécie. No entanto, o quadro se agravou e, sem iniciativas emergenciais, a rã-de-seropédica corre o risco de desaparecer.

Diante desse cenário, em 2023, a ONG Amphibian Ark, em parceria com o ICMBio, recomendou a criação de projetos de conservação fora do habitat natural para espécies de anfíbios em risco. Três instituições foram escolhidas para liderar essas iniciativas, e o BioParque do Rio foi uma delas.

O projeto, conduzido por especialistas como os doutores Sergio Potsch, Ana Telles e Fábio Hepp, recebeu investimentos de R$ 190 mil. Parte dos recursos foi aplicada na construção de um laboratório moderno para o manejo e reprodução de espécies ameaçadas, incluindo a rã-de-seropédica.

Estratégia gradual para salvar a espécie

Como a rã-de-seropédica nunca foi mantida sob cuidados humanos, o projeto começou com uma espécie semelhante, a rã-signifer (Physalaemus signifer), que não está ameaçada de extinção. Essa abordagem permite o desenvolvimento de protocolos de manejo e reprodução antes de aplicá-los à espécie em risco.

“O objetivo é criar uma população de segurança para a rã-de-seropédica, reduzindo o risco de extinção em caso de desastres, como incêndios florestais, e diante das pressões humanas na região. A longo prazo, planejamos estudar áreas para a reintrodução da espécie em seu habitat natural, garantindo sua sobrevivência”, explicou Marcos Traad, diretor técnico do Grupo Cataratas, mantenedor do BioParque do Rio.

Conservação vai além da rã-de-seropédica

Além da proteção à rã-de-seropédica, o BioParque do Rio desenvolve outras iniciativas voltadas à preservação ambiental, pesquisa científica e educação. Entre os destaques está a criação de um banco de células de animais selvagens, previsto para 2025, que visa preservar a genética de espécies ameaçadas.

Outro projeto de grande relevância é o “Onças Urbanas”, que estuda o comportamento de felinos silvestres como a onça-parda e o lobo-guará em áreas urbanas do Rio de Janeiro.

Esses projetos reforçam o papel do BioParque como um centro de pesquisa e conservação, contribuindo para a proteção da biodiversidade brasileira.

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