Fernando Evangelista da Silva foi condenado a 80 anos de prisão, em regime fechado, por triplo homicídio qualificado e tentativa de feminicídio. O caso envolve a morte de três crianças em um incêndio provocado em 2020, em Paraty, no sul do Rio de Janeiro.
A Justiça condenou Fernando Evangelista da Silva a 80 anos de prisão, em regime fechado, pela morte de três crianças e pela tentativa de matar a então companheira em Paraty, no sul do Rio de Janeiro. A sentença foi definida pelo Tribunal do Júri e levou à prisão imediata do réu após o anúncio da decisão.
As vítimas do triplo homicídio foram Marya Clara, de 7 anos, Cauãn, de 5, e Marya Alice, de 4 anos. Fernando também foi considerado culpado por tentar matar a mulher com quem mantinha relacionamento à época. Ela sobreviveu após ser socorrida por equipes de resgate.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o condenado ateou fogo à casa da família após posicionar um colchão em chamas na porta de entrada, impedindo a saída de quem estava no imóvel. As crianças dormiam no momento do incêndio, enquanto a companheira estava no banheiro. Ainda de acordo com a acusação, ele deixou o local após trancar a residência, inviabilizando qualquer possibilidade de fuga.
Condenação em Paraty
Durante os dois dias de julgamento, os promotores Rita Madero e Matheus Rezende, integrantes do Grupo de Atuação Especializada do Tribunal do Júri do MPRJ, sustentaram a condenação do acusado. No entendimento apresentado pela acusação, houve motivação torpe, ligada ao inconformismo do réu com o relacionamento e à rejeição às crianças.
O Conselho de Sentença reconheceu, em relação às três vítimas, as qualificadoras do uso de fogo como meio cruel e do recurso que dificultou a defesa das vítimas, além da causa de aumento de pena pelo fato de serem menores de 14 anos. No caso da ex-companheira, os jurados reconheceram o feminicídio na forma tentada, também com as qualificadoras do uso de fogo e do recurso que dificultou a defesa, além da majorante por o crime ter sido praticado na presença de descendentes.
A promotora Simone Sibílio, coordenadora do grupo, afirmou que a condenação traz algum alento à família. Em nota reproduzida pela CNN Brasil, ela declarou: “Este julgamento foi realizado em segunda sessão, após o abandono do plenário pela defesa no primeiro julgamento, em um episódio que representou nova violação à dignidade das vítimas. O GAEJURI/MPRJ atuou de forma firme para impedir novas tentativas de exposição indevida da vítima sobrevivente, assegurando a proteção de seus direitos ao longo de todo o processo”.
O caso havia começado em janeiro de 2020 e, desde então, seguia em tramitação judicial. O texto disponível não informa a data exata da sentença, nem detalha o local específico do crime em Paraty. Também não há posicionamento da defesa de Fernando Evangelista da Silva até o momento. O espaço, segundo a CNN Brasil, segue aberto para manifestação.
Fonte: CNN Brasil
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