A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) efetuou, nesta semana, a prisão de um professor universitário e advogado sob graves acusações de estupro de vulnerável e produção de pornografia infantil. A operação, conduzida pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), ocorreu no bairro do Grajaú, na Zona Norte da capital, e choca a opinião pública pelo perfil do investigado: um especialista em Direito Penal que utilizava sua posição de prestígio para aliciar vítimas.
⚖️ O Modus Operandi do Crime
Segundo as investigações, o suspeito aproveitava sua atuação no Núcleo de Prática Jurídica de uma instituição de ensino para identificar famílias em situação de extrema vulnerabilidade social. Sob o pretexto de oferecer assistência jurídica gratuita, ele ganhava a confiança dos pais e das crianças. O inquérito aponta que o professor atraía os menores com pequenos benefícios, como lanches e alimentos, para facilitar o acesso e a prática dos abusos em sua própria residência.
Até o momento, a polícia identificou pelo menos quatro vítimas, sendo que duas delas — de 10 e 14 anos — já prestaram depoimentos cruciais. Durante a busca e apreensão, os agentes encontraram farto material probatório nos dispositivos eletrônicos do advogado. Foram localizados vídeos e fotografias em que o próprio suspeito aparece interagindo sexualmente com os menores. Além do material digital, substâncias entorpecentes foram apreendidas no imóvel.
🔍 Cooperação Internacional
A prisão foi viabilizada após o compartilhamento de informações com organismos internacionais de combate à exploração infantil. O monitoramento de redes globais detectou o armazenamento e a produção de conteúdo de abuso sexual infantojuvenil vinculados aos endereços digitais do professor. O caso levanta um alerta sobre a segurança em projetos de extensão universitária e a necessidade de critérios rigorosos de fiscalização em ambientes de assistência social e jurídica.
O detido foi encaminhado ao sistema prisional, onde aguardará o julgamento por crimes considerados hediondos. A defesa do acusado ainda não se manifestou publicamente, e a instituição de ensino deve iniciar processos administrativos para o desligamento definitivo do docente.
Fonte: Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ)
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