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Lula confirma Alckmin como vice

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que Geraldo Alckmin (PSB) será o candidato a vice-presidente na chapa que disputará a reeleição em 2026. O anúncio foi feito durante reunião ministerial no Palácio do Planalto.

📍 Alckmin como vice foi confirmado por Lula nesta terça-feira (31), em Brasília, durante reunião ministerial no Palácio do Planalto. O presidente afirmou que o atual vice-presidente integrará novamente a chapa presidencial que disputará a reeleição em 2026. A declaração ocorreu em meio à saída de ministros do governo que pretendem concorrer nas eleições de outubro.

🗓️ A reunião também marcou a saída de pelo menos 14 ministros do governo para disputar o pleito. Lula ainda disse que outros quatro integrantes da equipe devem anunciar a saída nos próximos dias. O movimento ocorre por causa do prazo previsto na legislação eleitoral para ocupantes de cargos no Executivo.

⚖️ Pela regra citada na matéria, ministros e demais ocupantes de funções no Executivo precisam deixar os cargos até 4 de abril para concorrer. A exigência está prevista na Lei de Inelegibilidades e determina o afastamento seis meses antes da eleição. A exceção vale para os cargos de presidente e vice-presidente. No caso de Alckmin, a saída será do comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), pasta que ele acumula com a Vice-Presidência.

Alckmin como vice

🗣️ Lula falou diretamente sobre a mudança. O presidente afirmou: “O companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele será candidato a vice-presidente da República outra vez”. Com isso, o presidente não apenas confirmou a permanência de Alckmin na chapa, como também vinculou a decisão ao calendário formal da disputa eleitoral.

🏛️ O Planalto tenta reduzir os impactos políticos e administrativos das trocas na Esplanada dos Ministérios. Por isso, em vários casos, a tendência é que secretários-executivos assumam o comando das pastas para manter a continuidade das políticas públicas. Um exemplo citado é o da Fazenda, onde Fernando Haddad deve sair para disputar o governo de São Paulo e Dario Durigan já assumiu como novo ministro.

📊 Outros nomes com saída prevista ou em avaliação, como Sônia Guajajara, Macaé Evaristo, Camilo Santana, Márcio França, Wolney Queiroz, Alexandre Silveira, Luciana Santos e Sidônio Palmeira. Em alguns casos, o destino eleitoral ainda não estava definido até a publicação da reportagem. O ponto central, porém, foi a oficialização de Alckmin como vice na composição de Lula para a corrida presidencial.

Veja a lista de ministros que devem deixar as pastas:

  • Fernando Haddad (PT), da Fazenda: deve disputar o governo de São Paulo;
  • Renan Filho (MDB), dos Transportes: deve disputar o governo de Alagoas;
  • Rui Costa (PT), da Casa Civil: deve disputar o Senado pela Bahia;
  • Gleisi Hoffmann (PT), da Secretaria de Relações Institucionais: deve disputar o Senado pelo Paraná;
  • Simone Tebet (PSB), do Planejamento: deve disputar o Senado por São Paulo;
  • Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente: deve disputar o Senado por São Paulo;
  • André Fufuca (PP), do Esporte: deve disputar o Senado pelo Maranhão;
  • Carlos Fávaro (PSD), da Agricultura: deve disputar o Senado por Mato Grosso;
  • Waldez Góes (PDT), da Integração Nacional: deve disputar o Senado por Amapá;
  • Sílvio Costa Filho (Republicanos), de Portos e Aeroportos: deve disputar a Câmara por Pernambuco;
  • Paulo Teixeira (PT), do Desenvolvimento Agrário: deve disputar a Câmara por São Paulo;
  • Anielle Franco (PT), da Igualdade Racial: deve disputar a Câmara pelo Rio de Janeiro;
  • Sônia Guajajara (Psol), dos Povos Indígenas: deve disputar a Câmara por São Paulo;
  • Macaé Evaristo (PT), dos Direitos Humanos: deve disputar a Câmara Legislativa de Minas Gerais
  • Camilo Santana (PT), da Educação: deve ajudar na campanha de 2026;
  • Márcio França (PSB), do Empreendedorismo: deve sair do governo mas ainda está indefinido se ajudará na campanha eleitoral ou se disputa o Senado por São Paulo;
  • Wolney Queiroz (PDT), da Previdência: deve sair do governo mas ainda está indefinido se ajudará na campanha eleitoral ou concorre a câmara federal por Pernambuco;
  • Alexandre Silveira (PSD), de Minas e Energia: ainda está indefinido se concorre ao Senado por Minas Gerais ou continua no governo para contornar a crise dos combustíveis;
  • Luciana Santos (PCdoB), da Ciência e Tecnologia: ainda indefinido se deve sair do governo ou concorrer a algum cargo em Pernambuco;
  • Sidônio Palmeira, da Comunicação Social: deve ser exonerado não agora, mas no meio do ano, para ser o marqueteiro de Lula na campanha.

Fonte: g1

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