A advogada argentina Agostina Páez, ré por injúria racial após ofensas a funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, já está de volta ao seu país. A saída foi autorizada pela Justiça do Rio na terça-feira, 31, com a devolução do passaporte e a retirada da tornozeleira eletrônica, embora o processo siga em andamento.
Segundo informações divulgadas pela imprensa argentina, Agostina pousou em Buenos Aires na noite de quarta-feira, 1º. À imprensa local, ela afirmou estar arrependida de ter reagido de forma inadequada no episódio. O caso ocorreu em 14 de janeiro deste ano, em um bar da Rua Vinícius de Moraes, quando a advogada discutiu com funcionários após alegar uma cobrança indevida na conta.
De acordo com a denúncia, a estrangeira usou termos pejorativos contra um trabalhador negro do estabelecimento e, ao deixar o local, teria empregado a palavra “mono”, que em espanhol significa macaco, além de imitar gestos do animal. A promotoria aponta ainda que houve novas ofensas racistas contra outros dois funcionários, o que levou à caracterização de três crimes.
Agostina chegou a ser presa por algumas horas no dia 6 de fevereiro, mas acabou solta sob a condição de usar tornozeleira eletrônica. Depois, ao cumprir as exigências judiciais e pagar uma fiança de R$ 97 mil, valor equivalente a 60 salários mínimos, recebeu autorização para deixar o Brasil.
A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça determinou o pagamento da caução e outras medidas cautelares, sob relatoria do desembargador Luciano Silva Barreto. Apesar da liberação para retornar ao país natal, a advogada continua respondendo ao processo por injúria racial.
Fonte: ICL Notícias / Agência Brasil.
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