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Marrocos leva susto, vence Haiti e avança em segundo no grupo do Brasil

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Marrocos confirmou sua classificação para o mata-mata da Copa do Mundo de 2026, mas precisou trabalhar mais do que imaginava. Nesta quarta-feira, a seleção marroquina venceu o Haiti por 4 a 2, em Atlanta, pela última rodada do Grupo C, e avançou em segundo lugar na chave liderada pelo Brasil.

O resultado garantiu os marroquinos nos 16avos de final, mas a partida esteve longe de ser tranquila. Já eliminado, o Haiti entrou em campo sem pontos, mas jogou com coragem, assustou o adversário e chegou a sonhar com o primeiro ponto de sua história em Copas.

Marrocos precisava vencer e ainda torcia por uma combinação favorável para tentar terminar em primeiro no grupo. A seleção africana entrou em campo pressionada a confirmar o favoritismo contra uma equipe haitiana que já não tinha chances de avançar.

O roteiro, porém, não começou como os marroquinos esperavam. O Haiti foi competitivo desde os primeiros minutos, mostrou intensidade na marcação e aproveitou os espaços deixados pela defesa adversária.

A equipe caribenha chegou a abrir o placar em um lance que aumentou a tensão em Atlanta. Ainda que o gol tenha sido registrado como contra, a jogada simbolizou a postura haitiana: agressiva, corajosa e disposta a competir até o fim.

Marrocos reagiu pouco depois. Achraf Hakimi apareceu bem no ataque e deixou tudo igual, trazendo alívio para uma equipe que precisava controlar a partida para evitar qualquer risco maior.

Mesmo com o empate, o Haiti não recuou completamente. A seleção seguiu tentando sair em velocidade e voltou a surpreender em grande estilo. Wilson Isidor acertou um belo chute de fora da área e recolocou os haitianos em vantagem.

O gol foi um dos grandes momentos do jogo. Além da beleza da finalização, representou uma espécie de prêmio simbólico para uma seleção que, apesar das derrotas anteriores, não se entregou em nenhum momento da fase de grupos.

A vantagem haitiana aumentou a pressão sobre Marrocos. A equipe africana passou a atacar com mais volume, mas também demonstrou ansiedade. A necessidade de virar o jogo tornou a partida mais aberta e emocional.

Ainda antes do intervalo, Marrocos conseguiu nova reação. Ismael Saibari marcou e deixou o placar em 2 a 2, recolocando a seleção no caminho da classificação sem depender de um segundo tempo dramático.

A etapa final teve domínio mais claro dos marroquinos. Com mais qualidade técnica e melhores opções ofensivas, Marrocos passou a ocupar o campo de ataque e pressionar uma defesa haitiana cada vez mais desgastada.

O Haiti resistiu como pôde. O goleiro Johny Placide fez boas intervenções e tentou manter sua equipe viva no jogo, mas a pressão marroquina foi aumentando com o passar dos minutos.

A virada veio com Soufiane Rahimi. O atacante aproveitou uma das chances criadas no segundo tempo e colocou Marrocos à frente pela primeira vez na partida, encerrando o momento de maior esperança haitiana.

Com o 3 a 2, Marrocos ganhou tranquilidade. A equipe passou a administrar melhor a posse de bola, escolheu melhor os momentos de acelerar e diminuiu os espaços para os contra-ataques do Haiti.

Nos minutos finais, Gessime Yassine marcou o quarto gol e fechou a vitória marroquina. O placar confirmou a classificação da seleção africana e encerrou qualquer chance haitiana de conquistar seu primeiro ponto em Copas.

Apesar da derrota, o Haiti saiu de campo com uma despedida digna. A seleção perdeu todos os jogos, mas marcou gols, dificultou a vida de Marrocos e mostrou competitividade em um grupo difícil, que também tinha Brasil e Escócia.

Marrocos, por sua vez, cumpriu o objetivo principal. Depois de empatar com o Brasil e vencer Escócia e Haiti, a equipe chegou aos sete pontos, mas ficou atrás da Seleção Brasileira nos critérios de desempate.

A classificação em segundo lugar coloca Marrocos em novo desafio no mata-mata. A equipe agora aguarda seu adversário nos 16avos de final, sabendo que precisará ser mais equilibrada defensivamente se quiser avançar ainda mais no torneio.

A partida também deixa lições para os marroquinos. O setor ofensivo mostrou força, poder de reação e variedade, mas os sustos diante de um Haiti já eliminado servem de alerta para a próxima fase.

No fim, Marrocos avançou como se esperava, mas não sem antes passar por tensão. O Haiti ameaçou fazer história, chegou perto de pontuar pela primeira vez em Copas, mas a qualidade marroquina prevaleceu em Atlanta.

A noite terminou com sentimentos opostos. Para Marrocos, alívio e classificação. Para o Haiti, eliminação sem pontos, mas com orgulho pela resistência e pelos momentos em que fez uma seleção favorita olhar para o placar com preocupação.

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