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Delegado da PF é detido por furto em shopping de Recife

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Flagrante de delegado da Polícia Federal em supermercado

Um delegado da Polícia Federal (PF) foi detido após ser flagrado furtando um vidro de carpaccio de trufa em um supermercado localizado no Shopping RioMar, na Zona Sul de Recife. O incidente ocorreu na última quinta-feira e foi registrado pelas câmeras de segurança do estabelecimento, que acionou as autoridades imediatamente após detectar a ocorrência.

O delegado Erick Blatt, atualmente lotado em Pernambuco, foi identificado como o responsável pelo ato. As imagens de vigilância mostram o servidor público de 50 anos vestindo uma camisa preta, posicionado em frente a uma prateleira, pegando um item pequeno e colocando em um carrinho de compras. Sequencialmente, as gravações revelam o momento em que Blatt esconde o produto no bolso de sua bermuda.

Valor do produto e circunstâncias do furto

Segundo informações apuradas, o item furtado seria um vidro de carpaccio de trufa, uma iguaria de luxo que custa aproximadamente R$ 300. Após realizar uma refeição na padaria do supermercado, o delegado compareceu ao caixa para pagar outras compras, porém não incluiu o objeto que havia guardado na transação.

Na saída do estabelecimento, Blatt foi abordado por membros da equipe de segurança, que realizaram uma revista e recuperaram o produto furtado. A ocorrência foi formalmente registrada na Delegacia de Boa Viagem como furto em estabelecimento comercial pela Polícia Civil de Pernambuco.

Histórico profissional controverso

Erick Blatt é ex-diretor da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) no Rio de Janeiro. Em sua gestão anterior, o delegado foi responsável por isentar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um inquérito que apurou indícios de crime de falsidade ideológica eleitoral nas declarações de bens do parlamentar para a Justiça Eleitoral.

Este não é o primeiro episódio controverso envolvendo o delegado. Em 2020, Blatt foi alvo de uma representação formal na ADPF após contratar a própria namorada para a produção e entrega de cestas de Natal destinadas aos membros associados. Os associados questionaram essa decisão, uma vez que o estatuto da instituição proíbe expressamente a contratação de cônjuge ou companheiro por parte de dirigentes. Adicionalmente, houve cobranças quanto ao pagamento de fretes nas cestas, que eram entregues pelo próprio diretor.

Procedimentos legais e inquérito

Conforme relato da Polícia Civil de Pernambuco, o delegado prestou esclarecimentos após sua abordagem. Um inquérito foi formalmente instaurado para apurar os detalhes do incidente. As investigações devem analisar as circunstâncias que levaram ao furto e determinar as responsabilidades legais do servidor público envolvido.

O caso reacende discussões sobre conduta ética e responsabilidade profissional de membros das forças policiais, especialmente considerando o cargo e a confiança depositada nesses profissionais na sociedade.

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