A cotação do dólar continua no radar de quem planeja comprar iPhone, notebook, videogame e outros eletrônicos. Isso porque grande parte dos produtos vendidos no Brasil — ou, ao menos, seus componentes — é importada e negociada em moeda americana. Quando o dólar sobe, o custo para trazer aparelhos e peças ao país aumenta e, em geral, o repasse chega ao consumidor.
O efeito aparece até em itens montados no Brasil, como os fabricados na Zona Franca de Manaus: embora a montagem seja local, peças como chips, processadores, telas e memórias vêm do exterior. Em 2026, outro fator entrou na equação: a demanda global por componentes ligados à inteligência artificial, que pressiona preços de memórias e outros semicondutores, encarecendo a cadeia.
No campo tributário, houve um alívio parcial. Em fevereiro de 2026, o governo revogou um aumento nos impostos de importação sobre eletrônicos, medida que pode ajudar a conter parte das altas — ainda que o câmbio siga sendo determinante no custo final.
A lista dos mais impactados pela variação cambial inclui celulares e tablets, notebooks e peças de computador, consoles e jogos (inclusive em lojas digitais), além de TVs e equipamentos de áudio, que dependem de componentes importados.
E comprar agora ou esperar? Em março, o real vinha mostrando força, com o dólar em torno de R 5,50 até o fim do ano, e 2026 é ano eleitoral, período em que a volatilidade costuma aumentar. Para o consumidor, a recomendação prática é equilibrar urgência, pesquisa de preços e promoções com o risco de novas oscilações.
Fonte: Correio Braziliense
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