Após a chuva de quinta (26), moradores do Lote 2, em Santa Cruz, relatam casas invadidas pela água e prejuízos. O acumulado foi de 94,2 mm, segundo a reportagem.
Enchentes em Santa Cruz voltaram a afetar o Lote 2, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, após a forte chuva que começou na noite de quinta-feira (26). Na manhã desta sexta (27), moradores disseram que viveram “um filme repetido”, com água entrando em casas, perdas de bens e medo de novos temporais. A reportagem aponta que o bairro registrou 94,2 mm de chuva.
Morador da Rua Pentecoste, o instrutor de trânsito Ricardo Santos, de 56 anos, afirmou que vizinhos de outros trechos sofreram novamente. Segundo ele, em alguns pontos foi preciso resgate de pessoas com barcos do Corpo de Bombeiros. “Lote 2 está abandonado. Moro aqui há 50 anos e nada mudou”, disse. Ricardo também atribuiu os alagamentos a problemas como a falta de dragagem de um rio próximo e a defasagem da rede de escoamento.
Enchentes em Santa Cruz: água dentro de casas e risco à saúde
O caminhoneiro Sanclair Duarte, de 53 anos, relatou que chegou do trabalho por volta de 2h30 e encontrou cerca de 30 cm de água dentro de casa. “A água retornou pelo sanitário e foi se espalhando”, contou. Ele citou danos a itens do imóvel e criticou a estrutura de drenagem, que não teria acompanhado o crescimento da região.
Outros moradores também relataram perdas. “Alagou tudo. Perdi minha geladeira”, disse Maria Clara. Já Hilda Couto, de 73 anos, afirmou que acordou “no meio da água” e que perdeu compras e até a prótese dentária. Ela mencionou ainda um risco adicional: “Tinha uma cobra no meu quintal”.
A matéria cita o transbordamento do rio Cação Vermelho como um fator de preocupação. Além dos prejuízos materiais, moradores falaram sobre risco de choque elétrico, presença de sujeira trazida pela água e medo de doenças.
Os afetados foram recebidos no CIEP 1º de Maio, com serviços como vacinação, doação de água e roupa e cadastro para um cartão alimentação. Procurada, a Prefeitura do Rio informou que a Secretaria Municipal de Conservação mantém equipes com caminhões e máquinas em pontos com bolsões d’água e que segue monitorando as condições climáticas. O Governo do Estado também foi procurado, mas não havia respondido até a publicação.
Fonte: O Dia
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