Home Brasil Gasolina sobe nos postos em fevereiro e frustra motorista, apesar de corte anunciado pela Petrobras
BrasilNegócios

Gasolina sobe nos postos em fevereiro e frustra motorista, apesar de corte anunciado pela Petrobras

Compartilhar
Compartilhar

O preço da gasolina voltou a apertar o orçamento de quem depende do carro no dia a dia. Mesmo após a Petrobras anunciar uma redução no valor do combustível vendido às distribuidoras no fim de janeiro, o consumidor encontrou alta nos postos na primeira quinzena de fevereiro, segundo levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), em parceria com a Edenred.

A pesquisa aponta que a gasolina registrou aumento de 0,16% no período, com preço médio de R 4,77 em média. O movimento contraria a expectativa de queda imediata nas bombas após a Petrobras ter comunicado, em 26 de janeiro, um corte de 14 centavos no preço da gasolina às distribuidoras, levando o valor médio nas refinarias a R$ 2,57 por litro, redução de cerca de 5%.

Na prática, especialistas do setor de mobilidade e abastecimento apontam que a diferença entre o que ocorre nas refinarias e o que aparece no painel do posto envolve uma cadeia complexa. Entre os fatores citados estão impostos, especialmente o ICMS, que passou por reajuste no início do ano; além de custos logísticos, margens de distribuição e revenda, e variações regionais na dinâmica de oferta e demanda.

Outro elemento que ajuda a explicar a pressão de preços é a sazonalidade do etanol. A entressafra da cana-de-açúcar tende a reduzir a oferta do biocombustível, elevando o seu preço e, em alguns casos, aumentando a demanda por gasolina — o que pode impactar a formação de preços ao longo do sistema de abastecimento.

Os números da primeira metade de fevereiro mostram que o comportamento não foi uniforme no país. O Nordeste liderou as altas, com avanço de 2,82% no etanol (média de R 6,53). Entre os estados, Pernambuco registrou a maior elevação do etanol, com alta de 5,35% (média de R 6,59.

O cenário reforça a percepção de que a inflação dos combustíveis segue como um dos temas mais sensíveis para o bolso do brasileiro. Em 2025, os combustíveis acumularam alta de 2,3%, com a gasolina subindo 1,81%, de acordo com dados do IBGE citados na reportagem. Em janeiro de 2026, o ritmo ficou ainda mais evidente: com IPCA de 0,33%, a gasolina subiu 2,1% e o etanol, 3,44%, influenciando o grupo Transportes.

Para o consumidor, a recomendação é comparar preços entre postos, observar a relação custo-benefício entre etanol e gasolina e acompanhar mudanças de impostos e de política de preços, que podem se refletir de forma diferente em cada região nas semanas seguintes.

Compartilhar

Escreva um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja também