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RELATÓRIO ESPECIAL: Caso Master ganha novos capítulos com sigilo do TCU e ação da PF

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Investigação sobre irregularidades financeiras atinge tribunais superiores e previdências estaduais

O cenário político e jurídico em Brasília esquentou nesta quarta-feira (11) com o avanço das investigações sobre o Banco Master. O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu elevar o nível de sigilo do processo que apura a liquidação da instituição. O ministro Jhonatan de Jesus restringiu até mesmo o acesso do Banco Central (BC) aos autos. Por isso, a classificação passou para “sigiloso com exigência de autorização específica”, o que dificulta o acompanhamento direto por órgãos reguladores.

Simultaneamente, a Polícia Federal (PF) abriu uma nova frente de desgaste ao pedir a suspeição do ministro Dias Toffoli, do STF. A corporação afirma ter encontrado mensagens do magistrado no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. Em resposta, Toffoli divulgou nota oficial classificando as suspeitas como “ilações” sem fundamento. No entanto, o movimento da PF amplia a tensão entre a polícia e a cúpula do Judiciário.

Escândalo atinge previdências e gera cenas inusitadas

A crise também provocou baixas em governos estaduais. O presidente da Amapá Previdência (Amprev), Jocildo Lemos, renunciou ao cargo após suspeitas de investimentos de alto risco no Master. Além disso, a PF deflagrou a terceira fase da Operação Barco de Papel, mirando esquemas da Rioprevidência. Durante o cumprimento de mandados em Balneário Camboriú (SC), um dos investigados jogou uma mala de dinheiro pela janela do imóvel. Assim, a cena cinematográfica reforçou a gravidade das suspeitas de crimes financeiros.

A operação é um desdobramento da “Compliance Zero”, que descobriu negociações de carteiras de crédito supostamente fraudulentas. Segundo a investigação, o banco teria negociado esses ativos com o Banco de Brasília (BRB) por R$ 12,2 bilhões. Portanto, o esquema pode ter causado prejuízos bilionários a fundos de pensão e instituições públicas.

O impacto no sistema financeiro

As autoridades buscam entender como o Banco Master operava essas carteiras e quem facilitava as transações. Por um lado, a defesa do banco nega irregularidades e afirma colaborar com a Justiça. Por outro lado, o volume de evidências colhidas pela PF sugere uma rede complexa de influência. Consequentemente, o mercado financeiro observa o caso com cautela, temendo efeitos em cascata em outros bancos médios.

Nesse sentido, o aprimoramento da vigilância sobre essas operações virou prioridade para os órgãos de controle. O Congresso também monitora o caso, já que a oposição utiliza o escândalo para pressionar por novas CPIs. Enquanto isso, a PF analisa o conteúdo dos celulares apreendidos para identificar novos beneficiários do esquema.

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