Por trás de uma votação expressiva que reuniu 73 dos 81 senadores, Davi Alcolumbre (União-AP) retomou neste sábado (1º) o comando do Senado Federal, cargo que ocupou entre 2019 e 2020. A vitória já era dada como certa nos corredores do Congresso, resultado de meses de articulação que garantiram o apoio de siglas tanto da base governista quanto da oposição.
O resultado final da eleição foi proclamado às 15h19. Todos os senadores votaram, e o placar ficou assim:
• Davi Alcolumbre (União-AP):73 votos – eleito
• Astronauta Marcos Pontes (PL-SP):4 votos
• Eduardo Girão (Novo-CE):4 votos
Logo após o anúncio oficial, Alcolumbre recebeu ligações de Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro. As chamadas foram intermediadas por Randolfe Rodrigues (PT-AP) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), respectivamente, simbolizando o trânsito político que o senador mantém entre diferentes espectros ideológicos.
Alianças e a vitória antecipada
O novo presidente do Senado construiu nos bastidores um arco de alianças que praticamente selou sua vitória com meses de antecedência. A base de apoio incluiu partidos de diferentes campos políticos: PSD (14 senadores), PL (14), MDB (11), PT (10), União Brasil (7), PP (6), PSB (4), Republicanos (4) e PDT (3). Além disso, Alcolumbre recebeu o voto de dois senadores do Podemos e um do PSDB, somando 76 apoios antes mesmo da eleição – o equivalente a 94% da Casa.
Ao contrário do seu antecessor, Rodrigo Pacheco, Alcolumbre conseguiu trazer a oposição para sua base, garantindo espaço ao PL, partido que lidera a resistência ao governo Lula no Senado. Esse movimento pode redefinir o jogo político na Casa nos próximos dois anos, criando um ambiente menos previsível para o governo.
Agora, resta saber como Alcolumbre vai administrar os interesses de grupos tão distintos dentro do Senado e quais as consequências dessa ampla coalizão para a governabilidade do país.
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