Era para ser mais uma noite de trabalho para Cauã Francisco Alves da Cruz, de apenas 19 anos. Mas, no caminho de uma entrega, ele acabou no meio de um tiroteio entre policiais e criminosos na comunidade do Rasta, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Um disparo atingiu seu ombro, deixando-o entre a vida e a morte.
Cauã foi levado em estado gravíssimo para o Hospital Adão Pereira Nunes, onde passou por uma cirurgia de emergência. Segundo a equipe médica, o jovem precisou ser entubado e submetido a procedimentos complexos, envolvendo cirurgia vascular e ortopedia. Agora, ele luta por sua vida no Centro de Terapia Intensiva (CTI).
A Polícia Militar informou que agentes do 15º BPM estavam na comunidade para apurar uma denúncia: uma mulher estaria prestes a ser executada por criminosos. O cenário rapidamente se transformou. Na Rua Tebas, os policiais alegam que foram atacados a tiros. O confronto foi intenso e, quando os disparos cessaram, encontraram Cauã ferido. Ele foi socorrido pelos próprios policiais.
A ocorrência foi registrada na 60ª Delegacia de Polícia, em Campos Elíseos. Até agora, não há uma confirmação oficial sobre a origem do tiro que atingiu o entregador. O caso está sendo investigado, enquanto familiares, amigos e moradores de Caxias esperam por respostas – e pela recuperação de Cauã.
No dia a dia da Baixada Fluminense, histórias como a de Cauã são, infelizmente, comuns. Jovens trabalhadores, moradores de áreas periféricas, que acabam pagando com sangue por uma violência que não parece ter fim.
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